Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Biopuster. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Biopuster. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

6.11.09

Biopuster, Lixo Zero e SP4: tudo a ver

Na edição de ontem do jornal O Diário do Norte do Paraná uma matéria informou que um diretor da Biopuster (que ficou em segundo lugar na licitação) divulgou nota garantindo que a Biopuster nada tem a ver com a Maringá Lixo Zero. Acredito que isto tenha sido motivado por uma matéria da RPC em que a repórter Natália Garay disse que com a desclassificação da Pajoan e segunda colocada era a Maringá Lixo Zero e a declaração do sócio da Pajoan de que tentou comprar os equipamentos da Pajoan.
Na nota o diretor teria explicado que a SP4 e Maringá Lixo Zero tinham um contrato de locação junto a astríaca Arge Biopuster, para utlização de equipamentos e prestação de assistência técnica, mas não pagaram e que a Biopuster América Latina (a que ficou em 2º lugar na licitação) assumiu os equipamentos como penhor dos débitos e se retirou da sociedade, cedendo 1% para um dos sócios da empresa SP4. Confesso que não entendi bem e chego a conclusão, como diria o Pinga Fogo, que o ‘rolo é grande’, mas ao mesmo tempo tudo fica mais claro.
Será o o diretor da Biopuster do Rio de Janeiro ainda está na cidade? Como toma conhecimento das notícias? Minha conclusão: tem gente acompanhando tudo e não é diretamente da Biopuster do RJ, mas da Maringá Lixo Zero, SP4 e da Prefeitura que formam uma verdadeira ‘trindade de interesses’.
Que Silvio II, agora convertido, não permita que tenhamos mais prejuízos em nome do Pai, do Filho e ( ...), sem se deixar se levar pelo Irmão.

Continue lendo

23.11.09

Não desistiram da Biopuster

Uma carta publicada na coluna Caixa Postal de O Diário  do Norte do Paraná, do leitor Rodrigo Franco, de São Paulo, explicando a diferença entre desclassificação e inabilitação em licitação, deixa claro que ainda não desistiram de implantar a tecnologia Biopuster em Maringá. Estranhei o motivo da inabilitação, que seria a não apresentação de de um certidão negativa de impostos municipais que obviamente a pefeitura tem condições de verificar e é claro que a Biopuster América Latina, do Rio de Janeiro, que nunca operou em Maringá, nada deve ao fisco local.
Conclusão: A inabilitação foi um jogo de cena. A Biopuster vair recorrer e ganhará. Onde operar? A prefeitura vai recorrer da decisão do dr. Airton Vargas e Ricardo tentará usar toda a sua influência junto ao TJ-PR e até STJ e STF para que se continue usando o lixo e a tecnologia Biopuster por mais um ano, um ano, até... Naturalmente por intermédio de terceiros e Biopuster América Latina entrando com o nome e ganhando o participação. Continuaria o sistema de franquia como na SP4 e Maringá lixo Zero.
 
Akino Maringá, colaborador

Continue lendo

16.4.08

Biopuster, a nova caixa preta


O sistema biopuster, adotado sem licitação pela administração maringaense, é austríaco e não alemão como vem sendo divulgado pela prefeitura municipal. Não me perguntem por que a administração fez isso. O site oficial da empresa, baseado em Viena, traz detalhes.
O site brasileiro não cita a origem da tecnologia, mas dá umas dicas até então não divulgadas. Aqui se vê que a SP4 Participações Ltda. é parceira da Biopuster América Latina no consórcio Lixo Zero. A SP4 pertence a José Previdelli, que também é da Unicorpore, que iria relançar o livro Terra Crua, com prefácio de dona Bárbara Barros. Em 2005, Previdelli acompanhou por municípios da região o italiano Luigi Annovazzi, tratando da implantação de usina de reciclagem de embalagens de agrotóxicos.
No início desta administração, sem licitação, Silvio II gastou US$ 1 milhão com a Transresíduos. Agora, investiu mais de R$ 400 mil para que a Biopuster possa explorar o lixão, por 20 anos, também sem licitação - prometida para depois da fase de testes. Acontece que a prefeitura pediu prorrogação do convênio (aprovado por unanimidade dos vereadores) e solicitou ao IAP nova licença ambiental, ou seja, os dois meses de testes parecem que são, na verdade, só pra inglês ver. A licitação já teria dono.

[Acho que a Funverde tem toda a razão. Umberto Crispim, que era da Sema, também manifesta preocupação e acha tudo muito suspeito. O certo é que, implantado, o biopuster vai deseducar ambientalmente as próximas gerações]

Continue lendo

16.10.09

O que disse a Biopuster

Ainda segundo matéria de O Diário do Norte do Paraná, a empresa lamentou ter ficado em segundo lugar. Segundo o diretor de sustentabilidade e carbono, Rodrigo Franco, na licitação a empresa chegou a um valor de lucro zero, apenas para atender Maringá, que foi a cidade onde começou e pretende continuar. Disse que a licitação foi limpa e que não pretende apresentar recurso. Que vai aguardar. Que a Pajoan tem dificuldades técnicas e vai enfrentar complicações políticas. Que espera que com esses desdobramentos a empresa espera que ela venha a ser desabilitada e que a proposta da Biopuster seja a vencedora. Que a Biopuster tem tecnologia que trata o lixo. Que é preciso quebrar paradigmas. Que aterro sanitário é coisa do passado.
Minhas conclusões: vejam que boa ação da empresa. Abriu mão do lucro. Tratará o lixo de Maringá sem ganhar nada, só em agradecimento por ter começado aqui e pretender continuar. Já sabe que a Pajoan terá dificuldades e será desabilitada. Interessante, muito interessante. Continuo com o lado ingênuo. Não possoo acreditar que esta licitação tenha sido para valer. Que tudo foi armado para a Biopuster ganhar. Não, não acredito. Quatro empresas concorreram. Não pode ter sido armação, faz de conta ou coisa parecida. Não pode ser. Recuso a acreditar que Silvio II, um homem religioso, permitiria uma coisa dessas. Se até a Biopuster reconheceu que a licitação foi limpa, quem sou eu para duvidar (não me chamem de Velhinha de Taubaté).

Akino Maringá, colaborador

Continue lendo

3.12.09

Justiça faz arresto de bens da Biopuster

Hosted by imgur.com
No meio do ano a Biopuster encerrou o contrato (irregular, pois sem licitação) que mantinha com o município de Maringá e dispensou uma centena de funcionários, que não receberam salários e direitos trabalhistas. Algumas boas almas ajudaram o pessoal com cesta básica durante um tempo e agora o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Maringá acabou obtendo na Justiça Trabalhista o arresto dos bens da Maringá Lixo Zero (formada pela Biopuster e SP4 Participações), o que foi cumprido agora à tarde por uma oficial de justiça. A demanda beira os R$ 300 mil, incluindo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço que a empresa, avalizada pela administração, não havia recolhido.
Agora é torcer para que do arresto resulte dinheiro, já que os ex-funcionários da Biopuster infelizmente não promovem concursos de miss - estes, prioridade da administração cidadã. A ação da Justiça Trabalhista que aconteceu hoje - e ironicamente no dia da abertura oficial do Natal maringaense - é mais uma grande derrota dos irmãos Barros e do PP, que incluiu o sistema em seu programa estadual de governo. Do palanque, pessoas como o prefeito Silvio Barros II (PP), que tentou bancar a aventura da turma do lixo rico, vão certamente falar em solidariedade, amor ao próximo e pererê e pererê.

Continue lendo

29.9.08

Biopuster

O teor da liminar que suspendeu o Termo de Cooperação entre o município de Maringá e as empresas SP4 Participações Ltda. e Biopuster América Latina Consultoria Ambiental Ltda, concedida pelo juiz Alberto Marques dos Santos, da 4ª Vara Cível, está aqui. A tecnologia austríaca da Biopuster, é um xodó do PP, tanto que consta do programa de governo do partido em nível estadual. Só que o pessoal não gosta de fazer licitação, o que ocasiona problemas de legalidade e moralidade públicas.
O Biopuster e o caso da redução de uma dívida de R$ 16 milhões são outros dois recentes processos contra a atual administração.

Continue lendo

21.7.09

Gostaria de entender

O secretário Diniz Afonso disse no Tribuna da Massa que IAP não autoriza um novo aterro em Maringá e que o atual não tem licença. Que em Maringá só é possível a aplicação da tecnologia biopuster. Gostaria de entender: Por que foi autorizado o aterro de Sarandi, sem o o sistema biopuster? E no restante do estado, como fica? Quem decide pelo IAP é só o senhor Mexia?
Está estranho, muito estranho. Acho que há interesses, como diz Roberto Jefferson, não muito republicanos.
Pelo visto ou é biopuster ou biopuster. A licitação será como os projetos submetidos à Turma do Amém. Só para inglês ver.

Akino Maringá, colaborador

Continue lendo

15.12.08

TJ libera lixão; empresa receberá mais de R$ 3,6 mihões

O Tribunal de Justiça, segundo notinha no site de O Diário, suspendeu a execução da sentença referendada pelo próprio TJ que proibia o uso do lixão de Maringá. A execução havia sido decidida pelo juiz da 2ª Vara Cível de Maringá, Airton Vargas da Silva, que atendeu o Ministério Público. Os irmãos Barros agora vão deitar e rolar.
Com a garantia dada pelo Tribunal de Justiça, a Biopuster permanecerá no lixão e, a partir de agora, recebendo pelo tratamento. O contrato "emergencial" firmado no último dia 11 - um dia depois de o prefeito Silvio II promover um teatro no paço municipal - foi firmado com a Maringá Lixo Zero Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos Ltda., constituída pela SP4 Participações Ltda. e a Biopuster América Latina Consultoria Ambiental Ltda. O contrato tem valor de R$ 3 milhões 650 mil.
Agora, para completar o serviço, falta apenas rever a decisão da 4ª Vara Cível que, em ação recente, anulou o primeiro contrato da prefeitura com a Biopuster.

Continue lendo

3.12.09

Situação desoladora


Vídeo feito agora à tarde no aterro sanitário controlado de Maringá, quando oficial da Justiça Trabalhista fazia o arresto de bens da Biopuster. Pouco antes parte do material havia sido retirado por algumas pessoas. Os contâineres, tomados de lixo, vieram da Áustria. A situação no local é desoladora. Há água parada e muito chorume. A parte da reciclagem está igualmente abandonada. Equipamentos da Sarandi Tratores, contratados pela prefeitura, auxiliam na descarga do lixo levado por caminhões da prefeitura e depositados um pouco mais acima de onde se encontra a tecnologia Biopuster. Um dos responsáveis pela Maringá Lixo Zero, o ex-vereador José Previdelli, sofreu um infarto na semana passada. A empresa, formada pela Biopuster e SP4 Participações, enfrenta dificuldades financeiras.

PS - Este é mais um capítulo de história que, ao contrário do que pode aparentar, ainda não acabou.

Continue lendo

8.10.09

Biopuster: imbroglio continua

No último dia 5 o desembargador Hayton Lee Swain Filho determinou a permanência do depósito de R$ 99.928,69 à disposição da 4ª Vara do Trabalho, por causa de uma ação trabalhista contra a SP4 Participações Ltda./Maringá Lixo Zero (Biopuster). Em maio o Tribunal de Justiça já havia concedido a penhora do pagamento de recursos repassados pelo prefeito Silvio Barros II à Biopuster para o pagamento de dívida a André Luiz Felippe Monteiro. O valor continuará depositado até que se decida quem terá a preferência.
O que começa errado...

Continue lendo

21.7.09

Os enganados pela Biopuster

Alguns dos mais de 100 ex-funcionários da Maringá Lixo Zero (Biopuster), desolados, agora à tarde, defronte o Fórum da cidade. A maioria estava ali desde as 8h e não tinha dinheiro para voltar para casa. Há casos de familiares doentes e passando até fome, entre eles crianças e idosos. O dinheiro bloqueado judicialmente há alguns dias ainda não foi liberado; a empresa teria recorrido. O sindicato, que estava ajudando a turma, teria desistido e sugerido que eles procurassem um advogado. A situação é de penúria.
No próximo dia 24 vai fazer um mês que eles foram demitidos, por força do término de mais um contrato emergencial firmado pela prefeitura com a Biopuster. O último pagamento que receberam foi no dia 9 de junho. O Conselho Tutelar de Maringá se dispôs a atuar em relação às crianças das mães desempregadas.

Continue lendo

16.6.09

Contrato vence, mas Biopuster não sai do lixão

O blog noticiou o aviso prévio e o fim do contrato "emergencial" com a Biopuster (antes o nome era SP4 Participações e agora é Maringá Lixo Zero) e até a penhora do pagamento feito pela prefeitura à empresa por conta de problemas financeiros da contratada, e amanhã matéria de Edmundo Pacheco em O Diário mostra que o tratamento de lixo em Maringá está do jeito que o diabo gosta: o contrato acabou na sexta-feira mas a Biopuster continua usando, irregularmente, a área do lixão. Ninguém, da empresa ou da prefeitura, quis falar a respeito de mais esse desrespeito. O contrato foi uma renovação de um outro, já irregular (há ação civil pública na justiça, já que lei federal não permite contrato temporário na área de saneamento), e agora não poderia ser renovado nem que a vaca tussisse; mas tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Na prefeitura, disseram que somente o prefeito poderia falar a respeito, mas ele está viajando, pra variar.

O engraçado é que o secretário de Serviços Públicos, Vagner Mússio, disse que a prefeitura já tem a nova área para o aterro e que estaria faltando apenas a liberação do Instituto Ambiental do Paraná para abrir a nova licitação”. O chefe do IAP, Paulino Mexia, ficou surpreso com a declaração e disse:  “Pra mim, é novidade”. Como este blog já publicou, em abril o Tribunal de Justiça deu prazo de 6 meses para a prefeitura licitar a compra do terreno para o aterro e o tratamento do lixo, o que até agora não foi feito.

Continue lendo

5.11.09

Biopuster não é do ramo

Consultando o CNPJ da Biopuster América Latina Consultoria Ambiental Ltda, que deve ser declarada vencedora da licitação do lixo em Maringá, observamos que ela não é do ramo. Seu site www.biopuster.com.br não traz maiores informações. Enfim, tudo continua muito nebuloso e com um cheiro nada bom, mais para fedor do que para cheiro está questão do lixo. Melhor ser previ... (dele) com o que vai acontecer.

Akino Maringá, colaborador

Continue lendo

3.11.09

Biopuster na bica

Como esperado, a prefeitura de Maringá desclassificou a Pajoan. Se o recurso da empresa não "virar", a Biopuster (que já atendeu pelos nomes de SP4 e Maringá Lixo Zero) vence a "licitação". O "esperado" é por conta da previsão feita anteriormente pelo vidente Akino Maringá no último dia 16.
Embora seja uma tecnologia ainda em testes (somente em Maringá, por sinal), o sistema Biopuster faz parte do programa estadual do PP, presidido pelo irmão mais novo. A ideia dos Barros é implantá-lo a qualquer custo, embora a legislação federal de saneamento exija concorrência pública.

Continue lendo

12.12.08

Prefeitura já assinou novo contrato com Biopuster

Quando chamou a chamada sociedade organizada para discutir o que fazer com a questão do lixo, anteontem, o prefeito Silvio Barros II (PP) já havia tomado uma decisão em relação ao tratamento do lixo, mas não revelou a nenhum dos presentes à reunião. Dias antes tinha acontecido a audiência pública para o lançamento do edital de concorrência para contratação da empresa e, esta semana, foi enviado ao Legislativo o projeto criando a taxa de tratamento do lixo. O problema é que o lixo não pode ser tratado no atual lixão, por determinação judicial. A prefeitura tenta reverter o quadro com muita conversa ao pé da orelha lá por Curitiba.
A prefeitura estima que serão gastos cerca de R$ 12 milhões anualmente com o tratamento do lixo - que, o blog revela agora - será feito pela SP4 Participações Ltda. e Biopuster América Latina Consultoria Ambiental Ltda. Como o blog sabe, se a licitação não foi aberta? Porque, segundo fonte ligada à Procuradoria Geral, o prefeito já assinou um novo contrato com a empresa que detém a tecnologia austríaca, e novamente sem licitação, como exige a legislação federal de saneamento. O contrato teria duração entre 6 meses e 12 meses.
Por que Silvio II não revelou anteontem a existência do contrato para o tratamento do lixo? Não se sabe. O certo é que configura-se uma provocação ao Judiciário local, que em setembro suspendeu a eficácia do primeiro contrato entre Biopuster e Prefeitura Municipal de Maringá, o que ocasionou nova ação civil pública contra a administração cidadã do PP. Leia mais sobre lixo.

PS - Pode ter havido mudança societária ou até mesmo de nome de empresa, ou criação de uma nova. Os dados, infelizmente, não são disponibilizados com a transparência que o assunto exige.

Continue lendo

19.1.10

TJ mantém arresto contra Biopuster

O desembargador Luís Carlos Xavier, da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, negou recurso à Maringá Lixo Zero Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (Biopuster), menina dos olhos do PP paranaense, e manteve liminar de arresto em ação movida por uma empresa que alugou caminhões e máquinas entre fevereiro e junho do ano passado para serviços no aterro sanitário controlado de Maringá. Da Maringá Lixo Zero a empresa Antonio Ferreira Locação de Equipamentos cobra R$ 59.831,60; de fevereiro a junho de 2009, a responsável pelo tratamento do lixo da administração Barros teve 83 títulos de crédito protestados e 56 cheques devolvidos por falta de fundos. Uma ação trabalhista resultou em arresto de bens da Biopuster em dezembro passado.  Acórdão.

Continue lendo

8.11.09

Biopuster: tecnologia, sistema ou esquema?

Estamos pesquisando a trajetória do esquema de destinação do lixo em Maringá desde 2005, que começou com a Transresíduos, e depois foi para o que se chama tecnologia Biopuster. Já descobrimos que a Maringá Lixo Zero trabalhava com terceirizados e ou que  que parece não pagou a ‘tercerizadora’ de mão -de-obra, que por sua vez não pôde pagar os funcionários. A SP4 seria parceira. Como pode a Maringá Lixo Zero não pagar a tercerizadora de mã-de-obra se recebeu cerca de R$ 3 milhões da Prefeitura? A impressão é que a Maringá Lixo Zero foi uma empresa criada para receber o contrato emergencial da Prefeitura. Para onde foram os R$ 3 milhões? Tudo teria começado com o financiamento da campanha de 2004. Um rolo danado que se pretende continuar. Enfim, queremos saber o que de fato é biopuster: uma tecnologia, um sistema ou um esquema. Acho que só o Ministério Público e a Câmara poderão dar a resposta.

Akino Maringá, colaborador

Continue lendo

4.11.09

Lixo: Constroeste deve vencer

Prosseguindo no exercício da ‘vidência’ com base na fala de pessoas ligadas à administração municipal, aproveito  o que disse Heine Macieira na última quinta-feira. Que a Pajoan seria desclassificada, que a segunda colocada tem problemas, que a terceira é de longe (parou por aí), chego à conclusão que a Constroeste, quarta colocada na licitação, será declarada vencedora.
Daria muito na cara homologar a Biopuster América Latina Consultoria Ambiental Ltda, com sede do Rio de Janeiro, que nem do ramo de recepção e tratamento de lixo é, conforme se verifica consultado o seu CNPJ na Receita Federal. A Monte Azul é do ramo, mas não tem aterro sanitário em Maringá. Já a Constroeste, também não é muito do ramo, sua atividade principal e construção, mas... também não tem aterro aqui. Restaria a alternativa de usar o ‘lixão’ local, com a tecnologia Biopuster, que a prefeitura já pediu para mais um ano. Tudo perfeito, a Constroeste entra de laranja, a Maringá Lixo Zero faz o serviço e tudo fica em casa.
Mas e se o Ministério público endurecer? Se o Judiciário fazer valer a sentença? Resta a carta na manga do super assessor Leopoldo Fiewiski, que é mandar o lixo para Cascavel. Ficaria caro o frete, que seria contratado em regime de urgência e com dispensa de licitação, ou se usaria como argumento para convencer o judiciário e abrir mão de mais um ano de biopuster no lixo. O assunto pode chegar ao STJ ou STF, onde Ricardo tem carta branca.
 
Akino Maringá, colaborador

Continue lendo

20.7.09

Silvio II quer usar Sarandi por 'alguns meses'

A administração municipal de Maringá voltou a admitir veladamente hoje, na reunião com lideranças de Sarandi, que a licitação para o tratamento do lixo está definida antes mesmo de ser aberta - no caso, para o consórcio firmado por empresários ligados à Acim com a austríaca Biopuster - que há cerca de dois anos realizou o trabalho sem precisar fazer licitação, contrariando a legislação federal em vigor. Na reunião, o secretário do Meio Ambiente, Diniz Afonso, afirmou que Maringá vai depositar lixo no aterro da Pajoan, em Sarandi, até o final do ano; neste mês, vence o prazo dado por decisão do Tribunal de Justiça para a licitação, que deve ser vencida pelo consórcio Biopuster - até agora, a SP4 Participações e a Maringá Lixo Zero foram as parceiras da empresa.
“Nosso lixo vai para Sarandi apenas por alguns meses, pois no final de outubro temos que estar com a licitação concluída”, disse Afonso a O Diário. Paulino Mexia, representando o IAP (cujo superintendente, pré-candidato a deputado, é uma espécie de garoto-propaganda da Biopuster), não confirmou nem negou a legalidade de a Pajoan receber o lixo. O sistema de tratamento de lixo que Silvio II insiste em adotar sem licitação faz parte do programa estadual de governo do PP, que apoia o senador Osmar Dias (PDT).

Continue lendo

14.12.08

Lixo

Em 18 de outubro último, Joel Malucelli, um dos mais poderosos empresários paranaenses, veio a Maringá, dois meses depois que sua emissora de televisão - a TV Maringá (Band) - cancelou, sem explicações, o segundo debate entre os candidatos a prefeito da cidade. Ouvi à época que o deputado federal Ricardo Barros (PP), prefeito de fato, teria prometido a Malucelli controle completo sobre o lixo em Maringá, como uma forma de compensação.
O empresário já tinha interesse no sistema Biopuster havia algum tempo - mas este foi minguando ao longo de 2007, o que poderia até mesmo abalar os planos da administração e do PP. A volta do interesse de Malucelli por uma possível parceria teria sido decidida na visita que ele fez em outubro ao prefeito.
O que é certo é que o empresário curitibano deve intensificar seu relacionamento com os irmãos Barros no segundo mandato do irmão mais velho. Afinal, sua emissora, nas campanhas eleitorais de 2004 e 2008, botou a cara pra bater, foi tirada do ar por beneficiar a candidatura do PP, recebeu multas da Justiça Eleitoral e permitiu que programas terceirizados de sua grade fizessem assumidamente uma campanha tendenciosa, em favor dos Barros.
Como criou-se goela abaixo, sem discussão com a comunidade, uma taxa de tratamento de lixo que vai beneficiar o sistema Biopuster - objeto de ação civil pública -, é preciso que a sociedade maringaense seja informada efetivamente do que está acontecendo. Isso pode começar pela divulgação na íntegra do contrato "emergencial".

Continue lendo

  © Blogger templates 2008

Para cima