De Amílcar Moura, em O Diário:
Acompanho o empenho deste jornal para divulgar as iniciativas do setor de aviação civil em Maringá e Região. Gostaria, no entanto, de retificar e suprir a reportagem de informações mais precisas com a resolução técnica que a pauta sugere: 1 - A GOL sempre teve duas freqüências diárias para Congonhas-São Paulo, com escala no Afonso Penna-Curitiba, sendo que durante dois anos, 2005 e 2006, operou uma freqüência non stop entre esses aeroportos. 2 - A Trip e a Panamericana podem estar interessadas, mas acredito que com os equipamentos disponíveis e infra-estrutura de rota praticarão uma tarifa 25% superior a da GOL por inúmeras razões que dispensam comentários, ou seja, o custo assento/quilômetro é 30% mais caro. 3 - Ninguém sai por aí vendendo serviço de transporte aéreo. Concessão de serviço e lançamento de rota é o resultado de estudos e planos contigenciados, acordos e autorizações de comissões e agências reguladores da aviação civil, finalizando pelo custo da empresa na rota pretendida. 4 - Para surpresa geral o Aeroporto Campo de Marte, pertencente à rede Infraero, ainda que disponha de um pequeno terminal de passageiros para aviação geral e executiva não está preparado nem autorizado para operação de aviação comercial regular. O processo de homologação do aeroporto, nessa categoria, segundo informações obtidas, não existe, bem como as habilitações operacionais, técnicas, comerciais e jurídicas. 5 - O fim da operação da TAM decretou uma queda de 42% no movimento de passageiros no Aeroporto Regional de Maringá, com impacto imediato na receita da SBMG. Aliás, de acordo com referência mundiais usadas em exercícios de recuperação de receita aeroportuária, só conseguem reverter a situação a médio prazo e com uma gestão austera. 6 - Iniciar uma viagem no aeroporto do vizinho não é privilégio nem desvantagem para ninguém. Este ano, o transporte aéreo deixará de existir em 60 aeroportos comerciais norte-americanos, desmobilizando 30 aeronaves, de 12 companhias aéreas, fazendo com que 6,8 milhões de passageiros, com renda média de sete mil dólares se desloquem para terminais mais próximos e uma pesquisa informa que as queixas são mínimas e que o nível de serviço do translado varia de bom a excelente, rápido , seguro e confortável.
Amilcar Moura - Arquiteto e Consultor de Infra-estrutura de Aeroportos
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