18.4.06

Que coisa!

A gente fica velho e não vê tudo, embora o ano eleitoral explique certas coisas.
Por exemplo: o governo Requião está patrocinando comerciais de rádio convidando a população para a convenção dos fiéis da Igreja Só o Senhor é Deus, que acontecerá em Maringá.

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Em plena avenida Brasil

O maringaense é acima de tudo bem-humorado. Vejam esse anúncio, feito em papelão, pendurado numa placa de trânsito no meio do canteiro em plena avenida Brasil.

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Retaguarda

O presidenciável tucano Geraldo Ackmin na exposição-feira de Londrina no final de semana.

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Aniversariante do dia








O advogado Marcos Capellazzi, presidente do Instituto República, aniversaria hoje. Ele é pré-candidato a deputadof ederal pelo PMDB, representa renovação.
A comemoração do aniversário de Capellazzi não terá festa para os amigos - nem outdoors.

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A frase do ano

Os deputados Ricardo e Cida Barros (PP) anteciparam a campanha pela reeleição. Não é à toa, ambos só fazem as coisas com base nas pesquisas.
O que eles mais têm ouvido, principalmente dos presidentes de associações de bairros (Ricardo é dono da Feabam), a quem visitam levando ovos de chocolate e para tomar café, é esta frase:
- O Silvio II vai tirar muito voto de vocês.

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Atraso

Leio hoje, numa coluna de O Diário, uma notícia que publiquei no Mosaico há quase cinco meses. É sobre a eleição de Adorno Reis para a Associação de Proteção aos Animais de Maringá. Verdelírio Barbosa deu a mesma notícia naquela semana de novembro.
É, cinco meses é uma boa diferença.
Como diria Antonio Messias Pimenta, gavião não bate papo com rolinha.

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Leitura

Uma boa notícia: hoje às 10h será lançado o Projeto Ler é Legal, na Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha. Notícia melhor ainda: na semana passada foi autorizada a renovação das assinaturas de alguns jornais que estavam em falta na mesma biblioteca.
Para uma administração que gasta dezenas de milhares de reais com um curta-metragem de 22 minutos, é um alívio gastar com leitura.

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Homenagem

Muita gente lembrou-se de homenagear o deisgner gráfico Marco Lago (que se chamava João Marcos Marques Lago). No Hoje, a equipe do jornal e agências para as quais realizou trabalhos ressaltaram suas qualidades. No Jornal do Povo, também a homenagem, ambas com fotografias. Em O Diário, onde conheci ele ainda novinho (Marco começou lá), Eliel Diniz registrou seu passamento.

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Manchetes do dia

Hoje - Sarandi registra a 3a fuga de presos
O Diário - Presos de Sarandi removem um caminhão de terra e fogem
Jornal do Povo - Requião reforça segurança no Estado

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17.4.06

Em PDF

A coluna da edição impressa, nesta terça, em PDF.

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Mosaico (terça)

Curta-metragem
Como quase não há problemas na cidade – que está limpa, bonita, bem tratada -, a prefeitura contratou a produção de um curta-metragem sobre Maringá.
A direção será de Eliton Oliveira. Estima-se que a Secretaria de Cultura gaste pelo menos R$ 150 mil com o filme, que terá cópias em VHS e DVD e utilizará técnicos e equipamentos como nunca se viu. O curta terá 22 minutos de duração, será feito em uma semana e somente a edição deve durar 30 dias.

Reivindicação
Maldade que corre na prefeitura: o secretariado de Silvio II aguarda ansiosamente a instalação de uma Academia da Terceira Idade no paço municipal.

Vida florida
A Secretaria da Mulher está contratando empresa para fornecer flores para seus eventos.
O edital de licitação, que acontecerá no próximo dia 25, estabelece gasto máximo de R$ 2 mil e frisa: “Os produtos deverão ser de primeira linha”.

Mudou
Eduardo Dal-Prá, de Paranavaí, não será mais candidato a deputado federal pelo PPS. Abriu mão da candidatura para apoiar Nivaldo Mazzin a deputado estadual.

Tem mais
O número de pré-candidatos a deputado cresce: o vereador Elídio Donizete Rodrigues, do PDT de Mandaguari; o bispo Marciano da Igreja Só o Senhor é Deus (PPS); e o vereador Belino Bravin (PP) devem confirmar candidaturas.

Certo
O médico Cláudio Albino é o mais novo sócio do Certo, que vem crescendo em Maringá.

Fundo falso
Na sexta passada, em Naviraí (MS), policiais do Departamento de Operações de Fronteira apreenderam dois semi-reboques-tanques com fundo falso.
Um dos veículos tem as placas KPL-8121, de Maringá.

Saúde
Hoje, a partir das 18h30, no paço, tem reunião do Conselho Municipal de Saúde e entre os itens a serem analisados estão remoção de funcionário, a fila de espera para cirurgias eletivas, consultas e exames especializados, e a Unidade Básica de Saúde Aclimação – que será instalada dentro de uma faculdade particular, o Cesumar.

Apressado
Corumbataí do Sul, terra de Paulo Sergio Araújo, vai ter a partir do próximo dia 28 a festa de seu prato oficial.
Trata-se do “cabrito apressado” – a carne do animal é cozida (mais rapidamente) na cerveja.

Solo lunar
Se o Brasil mandar astronauta à Lua poderá usar na fase de treinamento as crateras da avenida Pedro Taques (principalmente entre a praça São Vicente e a Franklin Roosevelt).

Do leitor
Sobre o Hospital Municipal:
• A pediatra Eliete é muito atenciosa e profissional;
• As cadeiras da sala de espera estão em petição de miséria.

ESPERANDO
Está passando dos dois meses que uma parte do muro e do alambrado do Colégio Estadual Duque de Caxias, na rua Poços de Caldas (Jardim Alvorada), caiu. A comunidade espera que alguém responsável pela área conserte o muro antes do fim do ano.

CENA ELEITORAL MARINGAENSE
Venceu a quinzena dos outdoors do pré-candidato a deputado estadual, Marcos Jardim (PDT). Como é proibido fazer campanha antecipada, a justificativa para a colocação dos painéis foi seu aniversário, e o serviço teria sido custeado “pelos amigos”. Desde ontem os outdoors passaram a ser ocupados pelo ex-secretário Flávio Vicente, suplente de vereador pelo PPS, pré-candidato a deputado federal. O outdoor também parabeniza seu aniversário e é assinado por “amigos”. Serão mais 15 dias de propaganda eleitoral velada – e a Justiça Eleitoral, a exemplo do de Jardim, não vai enxergar a propaganda irregular de Vicente. Dos episódios conclui-se que:
• Pré-candidatos não têm lá muita imaginação na hora de burlar a legislação eleitoral;
• A Justiça Eleitoral precisa de um par de óculos ou de uma touca;
• Os dois pré-candidatos têm amigos muito ricos.

DATA
Mauro Cardoso dos Santos e Juliana Cardoso dos Santos estão comemorando mais um ano de casados. Mauro é diretor do Sintracon.

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Toda nudez será castigada

Por MARIA NEWNUM

Em Maringá uma jornalista foi demitida após serem exibidas na internet fotos em que ela celebrava o ritual mais singelo que une homens e mulheres. E o que se festeja entre quatro paredes só diz respeito aos amantes. E certamente foi por estar envolvida pela cumplicidade gostosa que explode nos poros e na alma dos amantes que sob os lençóis não se lembram da existência de outro “mundo” senão, e tão somente aquele “mundo sagrado” das quatro paredes, que ela deixou-se fotografar.
Nenhum profissional que goze de suas faculdades mentais chega pela manhã e corre para sala do chefe para prestar-lhe relatório do que festejou no seu “mundo sagrado”. Só uma pessoa demente faz isso. Do mesmo modo espera-se que nenhuma empresa ou chefe saudável exija isso.
A jornalista em questão é física e mentalmente saudável, linda e competente. Mas assim mesmo foi demitida, castigada por sua nudez; a nudez explicita no relatório sexual do ex-qualquer coisa dela. Porque não dizer ex-amante? Não! Quem ama ou amou por anos, por uma noite ou 15 minutos, não faz isso. E observe-se, o relatório sexual era dele e não dela. Ela apenas teve a infelicidade de estar nele.
O ex não merece atenção, ela de certo já o superou e o grupo de pessoas que viu as fotos já deve lhe ter concedido um “título” a sua altura. A atenção deve voltar-se para a empresa. Ora vejam! Uma empresa de comunicação; a liberta imprensa, senhora de suas conquistas de liberdade plena. Todavia, como a jornalista não deveria ser julgada pela exibição criminosa de sua imagem, a empresa também não, pois na verdade ela ainda carrega o ranço do medo de outros tempos. Para entender melhor esse medo é necessário refletir a história do Brasil e quem sabe esperar por uma reconsideração da demissão da jornalista.
Em sua tese de doutorado sob o título: Cães de Guarda: Jornalistas e Censores do AI-5 à Constituição de 1988 - publicada pela editora Bomtempo, a historiadora Beatriz Kushnir desvendou o universo de jornalistas e órgãos de imprensa colaboradores da ditadura militar pós-68. A autora investigou a promíscua relação entre jornalistas e policiais, bem como os “esquemas” das empresas de comunicação para seguirem um roteiro de autocensura e assim, dançar no ritmo imposto pelo governo militar.
O foco do estudo foi averiguar a cumplicidade de profissionais da comunicação com os censores no Brasil de 1968 a 1988, concluindo que de fato muitos jornalistas atuavam como censores federais, ou seja, como jornalistas foram excelentes policiais nas redações. Em entrevista ao repórter Carlos de Melo do Conservatório da Imprensa ela diz: “Assim como nem todas as redações eram de esquerda, nem todos os jornalistas fizeram do ofício um ato de resistência ao arbítrio”.*
Dentre os jornais investigados pela autora, aparece a Folha da Tarde, o qual concluiu o estudo foi entre 1967 e 1984 reduto de um grupo de profissionais da imprensa chamados “cães de guarda”, pois conduziam a redação como uma delegacia de polícia. Segundo a autora, “o jornal ficou conhecido no meio jornalístico como o jornal de maior ‘tiragem’, uma ironia à grande presença de ‘tiras’ na redação”. *
Via-se, portanto, nesse período a conhecida lei: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Com a superação dos períodos da ditadura os que resistiram sem vender a alma, ajudaram a construir o aquilo que se conhece hoje como a “liberdade de impressa”. O país ganhou, todos os jornalistas ganharam entre eles os “cães de guarda”, retratados pela autora. Por tudo isso explica-se a mobilização contrária a tentativa da criação de uma agência reguladora dos meios de comunicação proposta pelo governo recentemente.
Hoje, entende-se que os profissionais da imprensa possuem “liberdade” para desempenhar seus papéis de informar. Nesse sentido as empresas de comunicação também atuam como parceiras-cúmplices de seus profissionais. Em outras palavras, o rádio, a revista ou o jornal zela pelo bem-estar de seus profissionais dando-lhes o suporte necessário ante as possíveis pressões ou e retaliações que possam surgir por parte dos governos ou da “ditadura” ferrenha da opinião pública. Mesmo e inclusive quando forem afetados fora do ambiente de trabalho, visto que pelo trabalho especifico que exercem tornam-se pessoas públicas.
Daí a diferença de repercussão das fotos da jornalista. Se ela fosse, por exemplo, auxiliar administrativo ou balconista o crime cometido contra ela não provocaria o medo em mantê-la no cargo. Não foi o caso, porque ela carrega sobre si o peso de pessoa pública advinda da sua função exercida no jornal, por isso, o jornal deveria lhe servir de suporte e não abandoná-la a própria sorte.
A única nudez a ser castigada é a que deixa à mostra a falta de bondade e a moralidade hipócrita exposta na sociedade como um todo, da qual a jornalista é apenas mais uma vítima. É essa nudez que precisa ser combatida com coragem. E esse é também papel da imprensa que deseje estar a serviço da cidadania hoje e sempre.
Ao jornal resta dizer: Coragem! A ditadura já passou, recontrate a jornalista. Os cidadãos de Maringá que estão vestidos de bondade e bom-senso certamente aplaudirão esse gesto de grandeza de pé.
______________
Maria Newnum é pedagoga, mestre em teologia prática, vice-presidente do Movimento Ecumênico de Maringá e Conselheira no Conselho Municipal da Mulher de Maringá.
*Entrevista disponível aqui.
Para comentar ou ler outros artigos clique aqui. Outros artigos, aqui.

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Covardia explícita

De Ucho Haddad:

Para aniquilar as chances de Gustavo Fruet chegar ao Palácio Iguaçu – as chances são cada vez maiores – Roberto Requião, governador do Paraná, tem se valido de um jogo tão rasteiro quanto imundo. Requião, dias atrás, usou da condição de estar governador para intimidar Fruet com uma denúncia irresponsável no âmbito do Direito trabalhista, o que mostra que o desespero diante da possibilidade de não se reeleger aumenta diuturnamente. A brincadeira governamental evoluiu e chegou à seara das ameaças, obviamente formuladas por terceiros desconhecidos. Político experiente, Requião já sabe detectar quando uma eleição está perdida. Personificação do novo e da probidade, Gustavo Fruet está se aproximando continuamente do Palácio Iguaçu. E quem emprega parentes no governo – já são vinte e sete – não tem moral alguma para ameaçar quem quer que seja. Ou será que tem, governador Requião?

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IAP vai multar postos

Se prevalecer a ameaça, o Instituto Ambiental do Paraná vai multar pelo menos cinco postos revendedores de combustíveis, hoje, em Maringá. O IAP, como se sabe, é objeto de ação popular (movida por Jorge Vilallobos), que encontra-se na 2a Vara Cível, para análise do juiz Airton Vargas Silva.
Embora o juiz ainda não tenha decidido a respeito da ação, o IAP sentiu-se pressionado. Hoje deve colocar fiscais nas ruas para multar os postos que nãomtêm licenciamento ambiental, como exige a legislação.

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Jovem de Goioerê: novidades

A polícia norte-americana deverá apresentar novidades esta semana a respeito da jovem Carla Vicentini, de Goioerê, desaparecida há mais de um mês nos Estados Unidos. Ela estaria com um homem branco, chamado Antonio, desde 9 de fevereiro. Detalhes aqui.

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Uma idéia

Léo Junior sugere em seu blog uma campanha para deixar a cidade mais limpa. "Nossa cidade está meio feiosa mesmo", constata.

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Ele até dita os nomes

Do blog de Fernando Rodrigues:

Sobre o tal Bertoldo, advogado preso no Paraná, também nada pappável. O sujeito já deu entrevista para um punhado de repórteres, de diversos meios. Fala sempre a mesma coisa: há uma lista inédita de congressistas mensaleiros. Bertoldo até dita os nomes. Mas prova, de fato, não tem para mostrar.

(Ele se refere a Roberto Bertholdo, preso em Curitiba. Bertholdo foi advogado de Luiz Paolicchi, José Borba, José Janene e Ricardo Barros)

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"Muito fraquinha"

De um financiador da campanha de SIlvio II à prefeitura de Maringá, desiludido com o andamento da sua gestão:
- A administração dele é muito fraquinha. Pode entrar para a história como a pior que Maringá já teve.

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Marco Lago

Passei sábado e domingo na região. Só agora, lendo o Factorama, fiquei sabendo da morte de Marco Lago, sepultado ontem à tarde em Maringá. Na semana passada perguntei ao Bigu sobre ele, depois da celebração de um culto em ação de graças, noticiado aqui no blog. Não havia mais sintomas da doença (um câncer no estômago); quando diagnosticada, o médico deu poucas esperanças.
Marquinho era gente finíssima, casado com a Josi, filha de José Buzato. Formavam um casal muito bonito. É dele a logo do jornal Hoje, feita a partir da Times New Roman. Era um sujeito calmo, equilibrado, observador e crítico. Com a morte de Marco Lago, todos nós perdemos.

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16.4.06

"Paternidade" é de Moacyr e Kielse

Não foi à toa que publiquei uma nota na coluna de sexta-feira (publicada apenas hoje na edição impressa, pois mudaram o dia da veiculação e não me avisaram), inclusive com uma foto do deputado Kielse, que, por sinal, nem conheço. Aliás, a intenção da nota está no título dela, que é "A César o que é de César". Não conheço Kielse mas conheço o estilo dos Barros e seus áulicos. A notícia foi premonitória, pois, afinal, estamos em ano de eleições.
Leiam estas notas publicadas hoje na coluna Dia a Dia, de Edson Lima, em O Diário:

De longe
Deputado curitibano já publicou em jornal da região que foi ele que conseguiu a obra.

Cida
Quem é daqui sabe que Cida Borghetti (PP) foi quem lutou pela duplicação. Ela esteve com Requião, anteontem, cobrando dele mais uma vez.

Luta
Outro que brigou muito pela obra foi o prefeito de Paiçandu, Moacyr Oliveira.

O colunista de O Diário deveria se informar melhor, não acreditar apenas em release. Cida não tem a ver com a duplicação do trecho Maringá-Paiçandu. Moacyr José de Oliveira, tudo. Kielse, como está na nota (a coluna cita seu empenho na duplicação há pelo menos três anos), também - porque ele é o deputado estadual de Paiçandu na Assembléia Legislativa e está com Moacyr desde as eleições extemporâneas de 2002.
A deputada fez, anos atrás, ao que me parece, um ofício. Poderia eventualmente ter ajudado mais, pois afinal, ela teve uns votos em Paiçandu. Mas isso não lhe dá a paternidade da obra.
Só os que acompanharam o fato sabem quem é quem. Além de Kielse, Balbinotti, por ser o único deputado do PMDB na região, também ajudou - mas pouco, se comparado ao deputado estadual. Eu mesmo acompanhei de perto, estive com o prefeito no gabinete do secretário de Estado dos Transportes, Waldyr Pugliesi, há três anos, e sei o empenho e a insistência de Moacyr em conseguir a obra. Todo prefeito, em especial de cidade pequena, sabe a dificuldade que é obter recursos do Estado para uma obra deste tamanho. No caso da duplicação, muitos duvidavam - e outros ainda duvidam.
O colunista d´O Diário, por não saber da história, acabou enchendo a bola da deputada, certamente sem saber que é Kielse o responsável - depois, claro, do prefeito, este sim o homem que merece todos os méritos se a obra sair. Prefiro acreditar que Lima tenha sido induzido ao erro.
A exemplo de outras cidades onde recebeu votos, Cida Barros não tem lutado nem visitado Paiçandu.
Mesmo porque, e o colunista talvez lembre do ocorrido, seu representante político em Paiçandu, presidente do PP de lá, chama-se Anisinho Monteschio, preso ano passado acusado de contratar um desempregado para matar o prefeito Moacyr José de Oliveira (contra quem disputou a prefeitura daquela cidade) e que responde a processos por desvio de dinheiro público (ITBI e IPTU), que a população pagava no cartório de seu pai e, segundo as provas levantadas, não chegavam aos cofres da prefeitura. O desvio ultrapassa as três centenas de milhares de reais. Talvez constrangida ou até mesmo envergonhada dessa história toda a deputada Aparecida não tenha, em nenhum momento de seu mandato, se empenhado em trabalhar de corpo e alma pela vizinha cidade. A última vez que ela esteve por lá se esforçando para alguma coisa foi nas eleições de 2002 e 2004 - quando subiu no palanque e pediu votos para Anisinho, cujo irmão é assessor antigo do marido dela, o deputado Ricardo Barros. São todos amicíssimos - Cida e Ricardo visitaram Anisinho na cadeia, em Maringá.

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