1.3.06

A estratégia do governador

Notas da coluna Painel da Folha de S. Paulo (para assinantes):

Semeando a crise

Roberto Requião (PMDB-PR) investe na cizânia do PSDB paranaense. O governador tem sido generoso com o prefeito tucano Beto Richa e com Euclides Scalco, atualmente em rota de colisão com a ala de Álvaro Dias. O objetivo final é minar a candidatura do senador ao governo.

Aposta alta
Sem Dias na disputa, Requião teria sua reeleição facilitada. Já o prefeito de Curitiba sonha em ser candidato ao governo do Paraná em 2010, o que será mais difícil se o senador tucano vencer nas urnas neste ano.

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TC manda câmara de Maringá devolver quase R$ 400 mil

Lembram-se da verba de gabinete inventada na câmara, em 2001? Há uma ação na justiça comum e no Tribunal de Contas. O TC mandou realizar uma auditoria, que comprovou as irregularidades.
Agora saiu o valor que o ordenador de despesas (no caso, o presidente da casa) deve devolver aos cofres públicos, em relação à malfadada verba de gabinete. São quase R$ 400 mil. Era para ser mais, mas retiraram os valores gastos com manutenção e gasolina.
O blog reproduz o acórdão do Tribunal de Contas a respeito:

ATOS OFICIAIS Nº 36 17/02/2006
SESSÃO Nº 04/06 – TRIBUNAL PLENO
ACÓRDÃO Nº 27/06
PROCESSO Nº: 203700/01
INTERESSADO: CÂMARA MUNICIPAL DE MARINGÁ
ASSUNTO: RELATÓRIO
Ementa: CÂMARA MUNICIPAL DE MARINGÁ. Relatório de Auditoria, período de janeiro a maio de 2001. Aprovação do Relatório. Adoção de medidas conforme o Parecer nº 13678/05 - MPjTC. Trata-se de Relatório de Auditoria procedida no Poder Legislativo do Município de Maringá pela DCM, no período de 1/1/2001 a 20/5/2001, em atenção à programação estabelecida por esta Corte de Contas.
A DCM ao analisar o contraditório muncipal, por meio da Instrução nº 075/2002, conclui que persistem as irregularidades apontadas no relatório nº014/2001, quais sejam: a) tesouraria: não aplicação financeira dos recursos recebidos; b) ressarcimento de despesas: instituição de regime de ressarcimento de despesas de atuação parlamentar e manutenção de gabinete; c) quadro de pessoal: criação de 25 cargos em comissão para cada Gabinete, sem definição objetiva da função a ser desempenhada; e d) realização de despesas sem licitação: com publicidade, contratação de serviços de auditoria, e aquisição de equipamentos cines-fotográficos.
O MPjTC, por meio do Parecer nº 13678/05, opina pela Aprovação do Relatório ora em análise. No entanto, diverge da DCM no que tange aos pontos para ressarcimento ao erário: pondera que devam ser objeto de ressarcimento os valores relativos à ausência de aplicação financeira dos recursos pela Tesouraria, bem como o montante relativo às despesas com combustíveis para veículos particulares.
No que tange aos gastos com publicidade, entende o MPjTC, que não ficou evidenciada a ocorrência de promoção pessoal dos agentes públicos, e que, em relação ao material de expediente, tal aquisição, embora irregular, foi feita para o funcionamento dos gabinetes, não cabendo o ressarcimento ao erário, já que não ficou caracterizada a ocorrência de desvio de finalidade na sua utilização.
Encaminhado ao Plenário, houve conversão do julgamento em diligência à DTC para cálculo dos valores devidos, de acordo com a Resolução nº 9232/2005. A DTC apurou um débito de R$398.798,38 (trezentos e noventa e oito mil, setecentos e noventa e oito reais e trinta e oito centavos), atualizado até 31/1/2006.
É o relatório. Passo ao voto.
VOTO pela aprovação do Relatório de Auditoria e pela adoção das medidas exaradas do Parecer nº 13678/05, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, cujas conclusões adoto e me reporto.
Curitiba, 2 de fevereiro de 2006.
NESTOR BAPTISTA
Conselheiro

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O valor do profissional da saúde

Há 10 anos o salário inicial de um profissional da saúde no poder público municipal correspondia a nove salários mínimos. Hoje, corresponde a cinco. Leia mais.

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Parou por quê?

Leo Junior não está mais na web. O blog está fora do ar há dias.

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Nepotismo: o processo anda

O juízo da 2a Vara Cível de Maringá está notificando os nove vereadores denunciados na ação civil pública da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público por causa do emprego de parentes em seus gabinetes. Com base na defesa dos vereadores é que a justiça decidirá se aceita ou não a ação.
Além dos vereadores, será notificada a Procuradoria Jurídica do Legislativo maringaense, já que foi solicitada a demissão imediata dos parentes nomeados.

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O melhor de todos os dias

Por OSMAR DIAS:

Para quem desfruta hoje dos avanços da tecnologia e usufrui as grandes transformações que o Brasil experimentou desde o fim do século, é quase impossível imaginar como viviam os brasileiros na década dos anos 30. Enquanto a Segunda Guerra Mundial apavorava um mundo com poucas e atrasadas informações, cada homem ou mulher aqui nascidos ou qualquer um da grande legião de imigrantes que começaram a povoar, principalmente o Sul e o Sudeste de nosso país, obrigou-se a travar uma luta diária pela sobrevivência em tempos terrivelmente difíceis.
A busca por condições mais favoráveis para ofertar o mínimo de conforto e segurança à família exigia sacrifícios e muita bravura. Milhares foram os homens que, distantes dos parentes, por semanas e até meses, transformaram-se em permanentes peregrinos à procura de um lugar onde pudessem construir um futuro mais seguro.
Muito foram os paulistas, mineiros, gaúchos que percorreram as terras paranaenses, viajando nas mais precárias situações. Foi assim que em 1938, o meu pai, Silvino Fernandes Dias, não se importou em viajar sobre o bagageiro de uma velha jardineira saindo de Quatá, em São Paulo, para dias depois finalmente chegar aonde futuramente cresceria uma das maiores e mais modernas cidades de nosso país, a bela Londrina.
À época, a cidade não era mais do que um local de pouso para os pioneiros e troca do meio de transporte. Se até lá a viagem foi árdua, enfrentando o barro e a poeira, era no outro dia que a situação passaria a exigir ainda mais coragem e destemor.
Na mata fechada e abundante em perobas, ipês, cedros e incontáveis espécies que simbolizavam a exuberante fertilidade das terras roxas do Norte do Paraná, só havia um caminho estreito, onde somente era possível percorrer a cavalo.
E foi assim, sobre o lombo de um cavalo, que dias depois Seu Silvino chegou a outro lugarejo que hoje abriga os moradores de Mandaguari.
Ali, estava o escritório ou o ponto de vendas, da Sinop, a empresa de ingleses que iria colonizar praticamente todo o Norte do Paraná.
Com 27 anos, Silvino Dias teve ousadia e visão suficientes para ir em frente e fez uma exigência que seria decisiva na definição do seu futuro: queria que lhe levassem até uma área com abundância de água e que ficasse a menos de 10 km do traçado da ferrovia que já estava projetada.
Percorreu mais 30 km e chegou ao local que se chamava “fim da picada”. Aliás, esse ainda é o nome de um dos pontos mais habitados de uma das mais belas cidades do Brasil: Maringá.
Percorreu a pé picadas abertas na mata densa da região e não teve dúvidas: adquiriu cem alqueires, exatamente como havia exigido. Terra fértil, com nascente de água e próxima do traçado da “estrada de ferro”. Com a escritura das terras nas mãos, enfrentou o mesmo caminho de volta.
Mas o sonho de começar uma vida nova atenuou o sofrimento da sacrificante viagem. Não imaginava nem de longe que acabara de inscrever-se como um dos pioneiros de Maringá, aqueles que transformariam a mata daqueles confins do Noroeste do Paraná em uma região próspera, de uma agricultura das mais avançadas do mundo e, com o passar dos tempos, numa cidade admirada por todos pela sua beleza e pela qualidade de vida que oferece aos seus habitantes.
De 1938 até 1954, foram inúmeras as viagens que realizou até mudar-se definitivamente com toda a família para a nova fazenda, já formada com a cultura de café.
A cafeicultura vivia tempos áureos e proporcionava novas oportunidades de negócios na própria região. Éramos, então, uma família de nove irmãos, todos nascidos em Quatá, que recebíamos do Seu Silvino e de Dona Helena rigorosa formação. Trabalhar na lavoura e freqüentar a escola eram regras que não permitiam qualquer complacência.
Quando nasceu Terezinha, a única mulher da família, em 1955, a Fazenda já estava praticamente formada, mas o trabalho ficava cada vez mais intenso e também a ela coube cumprir os rigores de uma formação que não aceitava qualquer desvio de caráter ou ausência do trabalho e dos estudos.
E foi assim que um casal que não teve sequer a oportunidade de concluir o então curso primário exigiu de seus filhos formação superior.
Mas a formação acadêmica foi apenas um componente do que nos proporcionaram.
Com ele aprendemos muito mais, com seus exemplos, com suas atitudes. As regras rígidas na freqüência ao trabalho diário, a honestidade absoluta nos ofícios e nas atividades, o respeito e tratamento igualitário aos funcionários da fazenda fizeram com que as pessoas percebessem que ali vivia um casal que levava muito a sério a religião, a dignidade, o cumprimento da palavra, a honra.
Hoje, a Fazenda Diamante não existe mais. Ficava muito perto da estrada de ferro, e foi aos poucos sendo transformada em uma significativa área da cidade de Maringá.
Com o resultado da venda e do loteamento da velha fazenda, Silvino Dias foi adquirindo novas áreas e, generoso com os filhos, foi aos poucos repassando a todos o seu patrimônio, construído com inteligência, mas, sobretudo, com absoluta honestidade e dignidade que o fizeram um homem rico em respeito e honradez.
Ensinou aos filhos que o Brasil oferece oportunidade a quem tiver coragem para investir, no Paraná ou em outros estados para, com trabalho e decência, desbravar novas áreas e criar oportunidades de emprego digno a outras pessoas.
Assim, como os paulistas, mineiros, gaúchos e tantos outros migrantes que construíram o Paraná que tanto nos orgulha, Seu Silvino Dias deixou-nos esse sábio ensinamento:
O Brasil é dos brasileiros e somos nós que temos o direito e, principalmente, o dever de levar a outros estados o que aqui aprendemos, para que assim nossos irmãos também possam receber do nosso trabalho e do nosso conhecimento os frutos do desenvolvimento descentralizado, para que todos possam viver com mais dignidade e respeito.
O Paraná deve a seus pioneiros e desbravadores o progresso que se espalha por todas as regiões. Porém muitos estados devem aos paranaenses, filhos daqueles pioneiros, a distribuição do desenvolvimento que lhes oferece a oportunidade de trabalho e de sustento de suas famílias.
Esses paranaenses que, ousadamente, levam a outros estados as virtudes admiráveis do nosso Paraná, merecem muito respeito de todos, porque a exemplo dos nossos pioneiros, enfrentam igualmente as agruras que se apresentam na implantação de novos projetos, que vão transformar o Brasil numa nação soberana e sem tantas desigualdades sociais.
Pelo país afora, milhares de paranaenses plantaram e continuam a contribuir para o surgimento de novas cidades, a partir dos seus sacrifícios e investimentos. Acredito que o Seu Silvino, ao transferir aos seus filhos esse espírito de luta e trabalho, deu sua contribuição à construção de um país mais igual, mais justo...
Meu pai completou 95 anos de idade no dia 17 de fevereiro. São 95 anos de honradez e dignidade. Nunca alguém testemunhou este homem descumprir sua palavra.
Obrigado, meu pai, por essa herança de formação que nos deixou! Todos nós temos a certeza de que recebemos uma graça divina por tê-lo como nosso pai.
Deus nos ajude, a cada um dos seus filhos, a seguir sempre os seus passos, os seus exemplos e a sua conduta de honradez e honestidade.

(*) Osmar Dias é um dos dez filhos de Silvino Fernandes Dias e senador do Paraná

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Campeões no emagrecimento

Segundo relatório da ONU divulgado hoje, o Brasil é o país onde mais se consome substâncias ou medicamentos para emagrecer. Isto preocupa tanto quanto o consumo de drogas.
Aqui em Maringá basta ligar rádio ou televisão para perceber: prometem milagres, como emagrecimento sem esforço físico, o Pinga Fogo anuncia um que emagrece 4 quilos por mês - e a maioria sem o aviso determinado por lei de que o médico deve ser consultado.
A Vigilância Sanitária não toma nenhum tipo de providência, pelo menos em Maringá. Eles dizem que o trabalho deveria ser da Promotoria da Saúde. Na verdade, a Vigilância Sanitária da 15a Regional de Saúde desconhece a própria legislação.
O que significa que, mantendo-se a impunidade quando a lei é infringida, a situação não vai mudar tão cedo.

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27.2.06

Atividade ilegal em lixeira do HU

De quem será a culpa: da administração Silvio II ou da gestão Gilberto Pavanelli?
O certo é que no Hospital Universitário existe uma lixeira doada por uma firma que exerce um serviço ilegal em Maringá. O Mototáxi Luana (que pertence a um rapaz, Donizete Pietrobon, que se dizia jornalista formado pela Casper Líbero, tem várias encrencas, sendo a última delas uma prisão por se apresentar como policial para afastar um concorrente do mesmo setor ilegal) é de uma cara de pau a toda prova: tem até o preço e os telefones da empresa.
Não sei quem aceitou a doação (nossa, motivada por uma razão tão nobre!), se da prefeitura ou da UEM, mas o responsável deveria levar um gancho por ser mané.

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Uma boa idéia

A Prefeitura de Criciúma (SC) vai multar, a partir de março, as agências publicitárias que cometerem erros de português nos outdoors espalhados pelas ruas.
A idéia é ótima e Maringá poseria fazer o mesmo, sem problemas. Já existe uma lei municipal neste sentido.
Recentemente vi um outdoor (e até anúncio em revista e jornais) que uma agência fez para a Car-Wash, com uma crase inexistente na língua portuguesa. Acho que vou começar a colocar no blog este tipo de erro.
Errar é humano, mas erro em comerciais não ser justifica e merece ser cobrado. È diferente do erro da informação, porque o material passa por várias pessoas, vai pra lá, pra cá, aprovação do cliente etc. Alguém, num desses pontos do processo, deveria saber a língua pátria.

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Morte na estrada

A notícia está aqui:

O veículo Scânia R 124, placas KAE 4719 Rondonópolis – MT, estava sendo conduzido por João Augusto dos Santos e seguia de Sorriso para Sinop. No km 755 da BR 163, ele invadiu a faixa contrária provocando uma colisão que envolveu mais duas carretas. O veículo Scânia T 113, placas ACM 6381 Maringá – PR, que era sendo conduzido por André Luiz Sganderla, de 31 anos e que seguia de Sinop para Sorriso e o veículo Scânia T 113, placas APD 5000 Cascavel - PR, que estava sendo conduzido por Carlos Alberto Amaral e que seguia de Sinop para Cuiabá. Os três motoristas viajavam sozinhos. João e Carlos nada sofreram. André não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente.

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Temas para palestra

A OAB-PR, a subseção da OAB em Maringá e a Escola Superior de Advocacia promovem no próximo dia 16 uma conferência com o advogado e jurista René Ariel Dotti, sobre o tema “A Ordem dos Advogados e a Administração da Justiça".
Ainda bem que a palestra não é sobre impunidade e protelação de julgamentos. Dotti, ex-secretário de Estado, é o advogado de José Guilherme Vartanian (hoje médico em São Paulo) que, num Natal há 13 anos, matou Marcos Kawamoto, rapaz que trabalhava no Japão e visitava a família, em Maringá. O detalhe cruel é que ele matou o rapaz a chutes. Na época Vartanian era estudante de Medicina em Londrina. Até hoje o julgamento não saiu, por causa de manobras jurídicas.

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Ô camisinha feia...

A camisinha gigante que colocaram na avenida Brasil, perto da praça Raposo Tavares, atér pode ser educativa, mas não é nada estética.
Não que camisinha seja bonita, mas aquela é feia.

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26.2.06

Fora vereadores de Maringá!

Quem achou a comunidade no Orkut foi o professor Josenilton.
Acesse a comunidade "Fora!!! Vereadores de Maringá" por aqui, mas lembrando que quem não tem página no Orkut nem Gmail não consegue acessar.

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Lei do Silêncio

Está aqui.

Hoje, em reportagem no "O Diário", vemos mais um exemplo do descaso na administração da Saúde. Além de permitir o desabastecimento dos materiais necessários para que os dentistas trabalhem, a administração ameaça os funcionários que comentarem o assunto. Se na odontologia está assim, sendo o secretário um dentista, imagina o resto.

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Licitação irregular mancha a Unioeste

Está na Gazeta do Paraná:

A fracassada campanha do vestibular 2006 da Unioeste (UniversidadeEstadual do Oeste do Paraná), que teve pouco mais de 14,5 mil candidatos - um dos piores índices de participantes dos últimos anos-, foi feita por uma agência de publicidade que não está cadastrada junto à Secretaria de Comunicação do governo do Estado.
A confirmação foi dada ontem pelo Departamento de Publicidade da Secretaria de Comunicação do governo, que não tem a ADD Comunicação, de Londrina (vencedora da licitação), entre as 15 agências inscritas para prestar serviços de anúncios para o Estado. A falha da Unioeste na contratação dos serviços ainda não havia sido informada às Secretarias de Ciência e Tecnologia e Comunicação Social, que agora têm motivos de sobra para analisar o que ocorreu na instituição nos últimos meses do ano passado.
Contudo, o que mais chama a atenção é a forma com que a licitação foi feita: por meio de pregão elaborado pela própria universidade. O critério para a escolha da vencedora (ADD Comunicação) foi o compromisso desta desenvolver todos os serviços pré-estabelecidos em planilha pelo menor valor. Entretanto, segundo o Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão), esse tipo de concorrência pública é irregular para a escolha de empresas de publicidade e propaganda.

Conflito - A forma com que o processo licitatório foi desenvolvido causou transtornos dentro da instituição e motivou a exoneração do chefe da Assessoria de Comunicação da Reitoria, Nilceu Deitos. Embora a causa não tenha sido confirmada oficialmente pela universidade, nem tão pouco por ele (Deitos), informações dentro dos meios - agências de publicidade - dão conta de que o assessor não concordou com o 'pregão', pois sabia que o procedimento estaria irregular. Tal assunto gerou conflito e poucas semanas depois Deitos deixou a reitoria de Alcibíades Orlando.

Sem explicação - Depois de efetuar o pagamento à agência, a universidade ainda não informou como fez para avaliar as inserções que não ocorreram, nem como foi aplicado o desconto nestes casos. A instituição está ciente do erro que cometeu com a contratação da agência e já acionou o Departamento Jurídico para avaliar o descumprimento de veiculações em alguns órgãos de imprensa.

A agência é a mesma que venceu duas licitações em 2005 na Universidade Estadual de Maringá, somando cerca de R$ 250 mil.

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A justiça tarda e falha!

Por VALCIR JOSÉ MARTINS

As revogações das prisões de Gianoto e Paolichi deixaram em muitos a sensação de que a frase ‘A justiça tarda mais não falha’, não é verdadeira.
Que a justiça quase sempre tarda é indiscutível. No caso específico dos desvios de recursos da Prefeitura de Maringá, cinco anos já se passaram e só agora saiu a primeira condenação do ex Prefeito, embora, a bem da verdade, Paolichi e outros dois funcionários foram condenados nos primeiros processos em 2002, e o ex Secretário até já cumpriu parte da pena. Quanto à revogação dos decretos de prisão, nos dois casos, o fato era esperado, uma vez que a legislação permite que se recorra das condenações de primeira instância, em liberdade.
E de quem é a culpa pela lentidão da justiça? Do judiciário? Do legislativo? Não existem culpados? Ou não há lentidão, pois o princípio constitucional do direito à ampla defesa demanda muito tempo mesmo?Há quem aponte falhas nos códigos de processos, burocráticos, e desatualizados, como a principal causa da morosidade da justiça. Outros entendem que a falta de fixação de prazos mais rígidos para atuação dos juizes, o que faz com que processos fiquem por longos períodos parados, seja uma das razões.
A verdade é que via de regra há um excesso de processos. Houve uma banalização do processo. Processa-se por qualquer motivo e neste sentido alguns entendem que o Ministério Público, especialmente o Federal, poderia ter mais cuidado na formulação das denúncias. Há casos em que uma análise um pouco mais aprofundada evitaria que se levasse ao judiciário fatos que não poderão ser provados, de pequeno potencial lesivo, e o mais grave, que ao final se concluirá não ser crime.
Um exemplo disso é o caso de pequenos agricultores do Vale do Ivai.No final dos anos oitenta muitos foram punidos, administrativamente, pelo Banco Central, com o impedimento de operarem no crédito rural, em virtude de irregularidades na condução de financiamentos, medida que se mostrou inócua, e foi posteriormente, pois não impedia que os mesmos ‘arrendassem’ suas terras a parentes, e estes obtivessem os empréstimos.
No início dos anos noventa o Bacen ‘escaldado’ pelas falhas de acompanhamento que levaram a escândalos como a liquidação do Banco Nacional e outros, com prejuízos ao sistema financeiro nacional, resolveu apertar a fiscalização e em diversos casos os financiamentos em nome de filhos, esposas, sobrinhos, etc foram considerados irregulares, levando à desclassificação do crédito rural, o que já era uma medida punitiva, e enviou documentos ao Ministério Público, para que se apurasse a eventual existência de crime contra o sistema financeiro nacional, enquadrado no Art. 20 da Lei 7.492/86.
Instaurados os inquéritos pela Polícia Federal os agricultores disseram que teriam sido orientados pelo Gerente do Banco para assim procederem e por falta de conhecimento do SFN,pelas autoridades, todos, agricultores e gerente, foram indiciados no Art. 19 da Lei 7.492/86 (do colarinho branco), que diz: Obter, mediante fraude, financiamentos em ... O Ministério Público apresentou as denuncias, a Justiça Federal aceitou, e o resultado foram muitos processos que se arrastam por mais de 10 anos. Agora, em segunda instância, se concluiu que os fatos não eram crime.Uma injustiça evitável e o esforço despendido poderia ter sido canalizado para agilizar casos em que a existência de crime salta aos olhos, como no caso dos desvios na Prefeitura de Maringá.
Situações como essas atravancam a justiça e revela que ela tarda e às vezes falha. E falha por que é composta, ainda, por humanos e não ‘deuses’, como às vezes parece.Há honrosas exceções.

(*) Valcir José Martins, administrador, Maringá

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Passando a limpo

Está no Painel da Folha de S. Paulo (para assinantes):

Do senador Heráclito Fortes (PFL-PI), criticando o esforço governista para enterrar os escândalos e tratar apenas das eleições de outubro:
- A cueca suja tem que ser passada a limpo.

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Recompensa em dobro para deputados que renunciaram

No lugar do castigo, os parlamentares envolvidos com o esquema do mensalão receberão até duas vezes mais que os colegas caso consigam se eleger novamente. A vantagem se restringe aos deputados que renunciaram aos mandatos para não enfrentar o processo de cassação e conseguiram a aposentadoria. Além de preservar os direitos políticos, os citados no escândalo de corrupção que pularam antes do barco ganham benefícios que variam de R$ 5 mil a R$ 9 mil. Com isso, um deputado suspeito de corrupção ganharia cerca de R$ 22 mil por mês, relativos à aposentadoria e o salário de R$ 12,8 mil .

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A camarilha de sempre

Do Jornal do Estado:

Mensaleiro, ex-deputado e ex-líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR) vai passar um Carnaval digno de Rei Momo. Ontem, o Diário Oficial, publicou ato do presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) concedendo aposentadoria ao peemedebista, que renunciou em outubro do ano passado, quando sua cassação era dada como certa.
Entre 16 de setembro de 2003 e 5 de julho de 2004, Borba fez saques no Bando Rural no valor de R$ 2,1 milhões.
Em nota divulgada, em julho do ano passado Borba ajudou a apimentar o escândalo do mensalão ao afirmar que o publicitário Marcos Valério, participava das discussões para o preenchimento dos cargos públicos federais e “fazia parte do grupo do PT que exercia efetiva influência político-administrativa no governo.”
Ainda assim, sai premiado, lépido e fagueiro, com a aposentadoria aprovada – retroativa a 18 de janeiro – e, mais, com o caminho aberto para disputar a eleição, já que o PMDB do Paraná não cogita recusar-lhe a legenda.
Muito pelo contrário. No calor da crise, quando já havia sido consumada a renúncia do ex-líder do partido, o vice-governador Orlando Pessuti, que caminha, bonachão, para ocupar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, foi um dos primeiros peemedebistas a sair em defesa de Borba, ao afirmar que nenhuma medida seria tomada contra o ex-deputado antes que as denúncias fossem devidamente apuradas.
O PMDB, aliás, vem soçobrando em exemplos negativos. Anteontem, a Câmara Municipal de Reserva, no interior do estado, recusou, por 4 votos a 3, o pedido de cassação do vereador do partido, Flávio Hornung Neto, assassino confesso do presidente do PCdoB no município, Nelson Vosniak.
O “crime” que extrapola a crônica policial, no entanto, é o fato do PMDB do Paraná ainda não ter se manifestado sobre o caso. Por certo, deve estar adotando aquela “atitude prudencial” de Pessuti no episódio Borba, esperando que o “cadáver” esfrie e que o eleitor padeça daquela amnésia crônica que o faz, eleição após eleição, votar na mesma camarilha de sempre.

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Manchetes do dia

Hoje: Ronda Cidadã é a arma da PM e da Polícia Civil contra a violência
Jornal do Povo: Chapa única marca eleição
O Diário: Serviço odontológico está parado

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