26.11.07

Renato Bernardi

Amanhã faz 11 anos da morte do professor, ex-secretário municipal e ex-deputado estadual e federal Renato Bernardi. Morreu aos 59 anos de idade. Foi um dos últimos grandes parlamentares que a cidade teve.
Com Renato, em Campo Largo, perto de Curitiba (ele aparecia às vezes na Casa do Estudante Universitário para comer um bandejão), saboreei o melhor jantar de minha vida. Foi no sítio de uns italianos, eleitores dele. Tudo que havia na mesa era produção do sítio: o leite na jarra, polenta branca, polenta amarela, ovos, galinha ao molho, salada de alface e de rúcula, arroz, feijão... Um banquete! Shirley morou no apartamento dele em Maringá, com dona Elza, e foi ali que ouvi pela primeira vez a expressão "Restô de ontê" para designar sobras de comidas transformadas em suflê.

3 pitacos:

Frederico Engueus,  21:10  

Renato era cara bacana, bom papo, solidário, pau pra toda obra, sem nenhuma ironia, claro. E não era de deixar amigo na mão. Professor bacana, político decente.
Outro sujeito que, até onde sei, amigos não podiam reclamar era o Walber Guimarães. Aliás, se não me engano, foi o primeiro maringaense (último?) a fazer parte da Mesa da Câmara Federal. Era homem de confiança do Dotô Tancredo, a quem foi fiel até o fim (até onde sei).
Não era um intelectual. Alhás, era um pouco limitado neste setor: mas de uma inteligência inegável. E que tinha um trator eleitoral ao lado dele, a Dona Esmeralda (espero não ter errado o nome da patroa).
Alguem podia sentar com o Walber e contar a história dele numa biografia decente, que só deve ter a ponta do iceberg por aí.
Walber, um cabeça chata que saiu de vereador para deputado federal (porque o Silvio Senior não queria sombra e achou que o cabeça chatra ia se ferrar. No fim todo mundo sabe quem se ferrou).
Mas voltando ao Renato, cara culto e legal. O grande problema de um grande número de políticos de Maringá foi algo que podemos chamar superficialmente de ambiguidade: uma cidade conservadora, com tipos que não eram tantos e aí os comentários rolavam solto.
Renato, Horácio, Lindolfo, Tadeu, Paolichi, entre outros, para não ir para Brasília. Não estou dizendo que o sujeito é ou não é? Mas que ficava um zun-zun-zun danado ficava. E no caso do Horácio o dano eleitoral foi evidente. E o duro que afundando, ele afundava quem estava perto (menos alguns espertos, que sempre os há e até hoje se dão bem em Brasília, pai e filho, inclusive).
Todo mundo sabe que Horácio perdeu duas vezes a prefeitura de Maringá porque não era casado. Ou melhor, não conseguia dissipar a nuvem de suspeita sobre suexualidade. Negar isto, passar por cima disto, é querer maquiar a história da cidade.
Que era um professor da melhora categoria, não existe dúvida. Um dos maiores criminalistas do Paraná, não existe dúvida. Manjava de direito constitucional e o diabo a quatro.
Mas vai explicar isto pro pessoal do fundão da Alvorada e da Vila Operária.
Quem estava certo era Zelão: "Arruma mulher Horácio, ou a gente sempre vai levar ferro".
Renato arrumou e sempre ficou longe do Executivo. Foi vice, mas discreto.
A história política de Maringá tem que sair do armário.

Tania Tait,  07:25  

Rigon, que boa lembrança. Tive o prazer de ser aluna do Professor Renato no Gastão Vidigal. Aprendemos muito com ele.

Lizeu N. Ribeiro 22:15  

Rigon,
Sou suspeito por ter sido amigo do Renato, porém, quero registrar a minha concordância com a sua afirmação de que ele foi um dos grandes parlamentares que representou Maringá. Otima lembrança. A D. Elza ficou muito satisfeita com o seu comentário.
Lizeu N. Ribeiro

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