11.4.07

A violência da elite

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A violência doméstica contra a mulher é uma coisa gritante e que aos poucos vem à tona, em todo o país (confira alguns dados aqui). Se alguém se interessar em pesquisar mais a fundo o tema também em Maringá irá encontrar uma situação chocante: aqui, é na classe média alta que se praticam os atos mais reprováveis contra a mulher.
Basta ter uma memória razoável. Entre as pessoas ditas respeitáveis que agrediam mulheres em Maringá estão pelo menos um ex-prefeito, um ex-deputado estadual, pelo menos dois ex-vereadores, profissionais liberais que vivem em colunas sociais e, se considerarmos outros tipos de violência, como a exposição pública de fotos na internet como vingança sentimental, há até empresário de grosso calibre. Conheço um camarada que chegou a presidir uma das maiores entidades de sua categoria em Maringá, e que posa de bom até hoje nos jornais, dando pitacos sobre ética e cidadania, mas que tem no currículo a nódoa do estupro. Um vereador, mais recentemente, e até um ex-secretário municipal, que mesmo separado da mulher continua maltratando-a, são outros casos típicos de uma elite violenta dentro do lar.
Se alguém resolver se debruçar sobre o assunto, certamente encontrará farto material, já que nem todos os fatos ainda são públicos. As mulheres maringaenses, de seu lado, têm um baita desafio a vencer, pois o fato de parte da elite dominante registrar rotineiramente casos de violência doméstica dificulta a denúncia e, conseqüentemente, a resolução desse tipo de problema.

8 pitacos:

Anônimo,  09:08  

E o Becker foi pego para 'Bode Expiatório"? É sempre assim.

Junior Bataglini,  10:44  

Sem comentários, isso é o cumulo da " covardia".

Anônimo,  11:14  

enquanto a elite bate.....

a ralé assalta e mata.....

Valdir

Anônimo,  15:31  

Tinha a mulher de um ex-dep. estadual que estudava comigo a NOITE e vivia de óculos escuros...

Eduardo,  17:01  

Todas as classes sociais tem problemas, desde os pobres até o pessoal do colarinho branco. Por mais estudo que a pessoa tenha, isso não muda seu temperamento agressivo. Quando é pra bater, nao importa se é ladrão de galinha, cozinheiro, pedreiro, vereador, deputado, senador... bla bla bla...

Anônimo,  23:48  

Novamente Parabéns Rigon,

O quanto antes é preciso divulgação das estatisticas de Maringá. Sei que há um trabalho desse levantamento em andamento comandado pela SMMulher, inclusive com pesquisa no IML.

Outra coisa que ajudaria seria o registro de casos pelos hospitais particulares e da rede pública. Supostamente existe um formuário que os prifissionais da saúde devem preencher nos casos de supeita de violencia familiar. Mas a exemplo contado por uma amiga que é assintente social num hospital particular, poucos profissionais fazem esse registro e muitos nem conhecem o formulário.

Somando esses casos e os não denunciados na delegacia da mulher, o mapa da violência na cidade está longe da situação real e isso inclui ainda o abuso infantil sofrido por meninas e meninos; praticados por pais, padrastos, tios, avôs e vizinhos.

Nesse último caso, o mapa da violência deveria ser elaborado pelo Conselho Tutelar, o qual além de atender as denúncias deveria aproximar-se das escolas, pois as professoras/es são fortes aliados na observação do abuso infantil.

O correto seria que o Conselho Tutelar, delegacia da mulher e IML estabelecessem um canal de comunicação para mapear a situação da violência doméstica em Máringa.

De todo modo, informações como a que você fez ajuda a se pensar na realidade "escondida" em nossa cidade primeiramente e depois no Brasil.

Somos comumente tomados pela idéia que nossas crianças, irmãs, tias e mães estão longe de situações como essas.

Parabéns por sua contribuição.
Maria Newnum

Anônimo,  09:53  

Acho as feministas muito preconceituosas.

Jece Valadão.

Anônimo,  10:15  

E ISSO AHI RIGON VC ESTA CERTO

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