13.9.06

"Decreto insano" repercute

As declarações do professor Ângelo Priori, candidato à reeleição na UEM, publicadas na coluna Mosaico de hoje, repercutiram no comando da campanha de Roberto Requião. O reitor chamou de insano o decreto do governador Requião que controla a mobilidade acadêmica.
Priori é do PT mas tem o apoio da executiva provisória do PMDB. O chamado PMDB da base, apeado do poder no ano passado, no entanto, apóia Dante Alves Medeiros, que é filiado ao partido.

4 pitacos:

Anônimo,  13:26  

Vixi, serã que agora o Requião coloca ordem na casa e faz cumprir o estatuto da instituição vetando a candidatura a recondução do atual reitor já que o paragrafo 5º do art. 22 do estatuto da UEM proíbe a candidatura a reconduç"ao e o atual reitor numa manobra política e ilegal fez que o COU aprovasse sua candidatura mediante coação!
Quero ver ele coagir o governador agora, depois de chama-lo de insano!!!!
Dá-lhe ordem na casa Requião!!!!

Anônimo,  17:02  

Caro jornalista Ângelo Rigon,

o problema do decreto do Requião que obriga que toda a documentação referente a saída para o exterior das Universidades do Paraná passe pelo crivo da Secretaria de Ciência e Tecnologia - SETI e depois para o aval do próprio governandor, fere a (pouquíssima!) autonomia univesitária.
As saídas para o exterior se dão em alguns casos:
1. apresentação de trabalhos em eventos qualificados de determinadas áreas de pesquisa;
2. estágios de pós-doutoramento;
3. intercâmbio de cientistas;
4. doutorados inter-institucionais.
O Decreto do governador obriga que todos os docentes, ao pleitearem a liberação do governo, apresentem:
- aceite do trabalho, do estágio, etc COM CÓPIA TRADUZIDA PARA O PORTUGUÊS(!)*;
- folders do evento ou da Instituição COM CÓPIA TRADUZIDA PARA O PORTUGUÊS(!)*;
- cópia do trabalho COM CÓPIA TRADUZIDA PARA O PORTUGUÊS(!)*;
Além do mais, o docente só terá a mínima chance de ter autorizada sua saída se tiver recursos aprovados em órgão como CNPq e/ou CAPES. Quem quiser sair no período de sabático e licenças regulamentadas, não poderá fazê-lo.
Outra questão: dois cientistas, mesmo que apresentando trabalhos distintos num mesmo evento, não poderão participar do mesmo [um, fatalmente, terá sua saída negada].
O grande problema disso tudo não é somente os números exagerados de recusa do governador [cerca de 50% dos pedidos], nem mesmo o atraso da resposta [em geral, quando o docente já deveria estar no exterior]. O grande problema é que isso é inconstitucional!
As universidades têm um parecer jurídico preparado, via APIESP, desde o ano passado, sugerindo, inclusive um MANDADO DE SEGURANÇA coletivo. O problema é que as Universidades, na figura de suas administrações diretas, nunca usaram esse recurso, sacrificando a autonomia universitária que deveriam defender.
Recentemente, estive num congresso na Holanda e relatei esse fato aos meus pares: eles, que não me conheciam, pensaram que eu estivesse falando de um país como o Afeganistão, o Iraque ou a China.
Quando relatei que era o estado do Paraná, no Brasil, todos ficaram incrédulos!
Já relatei na imprensa e no MEC esse estado de coisas [ver o artigo: A “penitenciária” acadêmica no Governo Requião, publicado no JC e-mail 2778, de 31 de Maio de 2005 - http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=28517 ]
No entanto, parece que o governador e todos os seus opositores que querem chegar ao Planalto do Iguaçu, desdenham as Universidades e a ciência que é produzida no interior de cada uma delas.
É a fórmula do fracasso!
Estamos no Afeganistão e nada sugere que sairemos dele, especialmente para quem quer construir uma ciência de qualidade - e validada internacionalmente - nas Universidades públicas do Estado do Paraná.
Atenciosamente.

Prof. MARCOS CESAR DANHONI NEVES
Secretário Regional da SBPC-SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA / Paraná

* NOTA: a exigência de tradução dos documentos citados [muitos em inglês ou espanhol] demonstra a pouca capacidade técnica e cognitiva da equipe que analisa os pedidos.

Anônimo,  17:06  

Alguns funcionários, inconformados com a situação em que foram colocados por essa administração na UEM, aproveitando o fato indesejável de terem como local de votação o circo do MUDI, irão votar de nariz de palhaço e de preto.

Anônimo,  17:43  

INSANO É O ANGELO PRIORI. CANDIDATO ILEGAL AO PLEITO DA UEM.

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