Chamado à reflexão
O forte calor dos últimos dias em Maringá levou este blog a fazer uma bonita montagem (inclusive com fotos publicadas aqui) e questionar o que vem acontecendo. Ficou muito bom.
O forte calor dos últimos dias em Maringá levou este blog a fazer uma bonita montagem (inclusive com fotos publicadas aqui) e questionar o que vem acontecendo. Ficou muito bom.
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Para cima
7 pitacos:
deveria colocar o SBII com uma motgosserra na mão ao lado do cadáver dessa árvore.
É isso aí Silvião...... vamos modernizar a cidade...........
menos árvores e mais luminosos, a cidade tem que ficar com cara de cidade grande.
O povao não tá nem aí para árvores, quer é luz. E esse povão é que vota.
O problema de Maringá não está apenas no perímetro urbano. Está principalmente fora da cidade: toda a floresta tropical foi extirpada. Ande para qualquer lado (ou sobrevoe a região) e não se verá outras coisas que não pasto, plantação de soja e, às vezes, canavial. Árvore quase não existe mais. Ora, retira-se uma floresta inteira e o que é que se quer? Certamente que o ritmo de chuvas vai mudar e o calor vai aumentar. Replantio das árvores derrubadas é urgência urgentíssima na cidade e no seu entorno. O clima melhoraria bastante caso tivéssemos alguma floresta ao nosso redor.
Na verdade, o correto não seria fazer uma "reciclagem" na cidade? Se a gente começa prestar atenção quando dirige, você fica com medo de árvores velhas cairem em cima de você a qualquer momento. Tem um monte de árvore podre que já deveria ter sido trocada.
O anonimo da 11h14 quer ver a cidade pegar fogo. Nao gosta de Maringa, nem de si mesmo. Nenhum politico que queira ganhar as eleiçoes apostaria contra o meio-ambiente. O presidente da Australia ja foi à m. O Silvio ja ta com o pé atolado. Voce so esta dando uma forcinha pra acabar de chafurda-lo. Va em frente.
Andem pelas ruas de Toquio, ou Nova York, quem sabe em Dallas, qua ja foi comparada a Maringá. Vejam quantas árvores tem lá. Quem gosta de árvore é bicho. TÕ com o Silvio Barros e não abro. Tá certo ele, tem ue cortar todas. Vejam o novo centro.... tá uma beleza. Ninguem precisa arrancar arvore alguma para expor suas empresas.
Hoje um vereador...
Se continuar neste caminho sera chamado “O homem que espalhou o deserto “
Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara e onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia-a-dia constante, de manhã à noite.
Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores. Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas todas. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigos. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. À noite, com uma pedra de amolar, afiava bem os cortes, preparando-as para as tarefas do dia seguinte. Às vezes, deixava aberta a janela, para que o luar brilhasse nas tesouras polidas.
A mãe, muito contente, apesar do filho detestar a escola e ir mal nas letras. Todavia, era um menino comportado, não saía de casa, não andava em más companhias, não se embriagava aos sábados como os outros meninos do quarteirão, não freqüentava ruas suspeitas onde mulheres pintadas exageradamente se postavam às janelas, chamando os incautos. Seu único prazer eram as tesouras e o corte das folhas.
Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro que era imenso, tinha mais de cinqüenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar.
Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado os pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado.
Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava acostumado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado.
Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvore, capões, matos, atacava, limpava, deixava os montes de lenha arrumadinhos para quem quisesse se servir. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em via de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.
E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar.
E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tornar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.
Este exemplo pode se aplicar ao Conjunto Residencial Ney Braga... cadê suas árvores...até quando o vereador vai continuar a pedir o extermínio das arvores deste bairro?
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Vê lá o que vai escrever! Evite agressão e preconceito. Eu não vou mais colocar xizinho; na dúvida, não libero o comentário.