Como era de se esperar, o deputado federal Ricardo Barros (PP), vice-líder de Lula, prevaleceu sobre a nova Câmara Municipal de Maringá. Ele vetou a idéia inicial de se cortar entre 40 e 70 cargos em comissão no Legislativo; na verdade, ele não queria que cortasse nenhum CC, mas aceitou que fossem apenas 16. Neste final de semana a comissão encarregada da reforma administrativa bateu o martelo: os cortes atingirão de 20 a 25 dos 160 cargos comissionados que o Legislativo possui (média de 11 por vereador, quando o Tribunal de Contas recomendou, nas próprias instalações daquela casa, nesta semana, que fosse 1 por vereador). Na segunda-feira o projeto final deve ser apresentado à imprensa, embora o relatório técnico, que recomenda os 70 cortes, até agora não tenha sido tornado público pelo líder do prefeito, Heine Macieira - que, por sinal, se elegeu criticando este tipo de coisa que hoje ele faz.
Infelizmente, a montanha pariu um rato. Os vereadores poderiam fazer história e agir com responsabilidade, mas, mais uma vez, com o "corte merreca", preferiram ficar de joelhos para os Barros, já que CC é ouro e ajuda a pavimentar a estrada eleitoral.
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