Observação interessantíssima feita por um leitor:
No final do ano passado a Prefeitura Municipal de Maringá, apresentou projeto de um novo ‘Plano de saúde para os funcionários municipais’, que, depois de aprovado, foi anunciado como algo revolucionário e o que há de mais moderno, conforme declarações do vereador Dorival Dias (PSDB).
Sem custos para o servidor, o desembolso no município, segundo dados da licitação vencida pelo Hospital Santa Rita, é de aproximadamente R$ 6 milhões por ano, tendo com beneficiários cerca de 19 mil pessoas, entre servidores e dependentes. Na época, um detalhe da licitação intrigou a muitos. Para concorrer o hospital teria que ser credenciado pelo SUS. Por que? Não se trata de um plano de saúde?
Analisando o balanço de 2007 divulgado no site da prefeitura, notamos que os seus gastos totais com saúde atingiram, no ano passado, R$ 116.799.214,98 - ou seja, 19,47 vezes o valor que será gasto com o plano de saúde dos funcionários. Então racionamos: Se com R$ 6 milhões por ano é possível contratar um plano de saúde para os funcionários e atender 19 mil pessoas, com R$ 116.799.214,98 seria possível contratar planos de saúde para cerca de 389 mil pessoas.
Conclusão: A grande sacada é privatizar a saúde. Contratar planos para todos os maringaenses, sem custos, inclusive para os que os têm. Isto resolveria todos os problemas do setor e sobraria dinheiro. Já pensaram que maravilha uma cidade onde todos os habitantes são atendidos por planos de saúde, e de graça? A propaganda poderia dizer, sem medo de errar, que a saúde em Maringá teria melhorando, não 100% , mas 1000%.
Ou será que é tudo ilusório e na verdade o plano de saúde dos servidores municipais não é a maravilha que foi vendida, e os atendimentos, em grande parte, são bancados pelos SUS? Corrijam-nos se o nosso raciocínio estiver errado.
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