De Milton Ravagnani, hoje, em O Diário:
É preciso, primeiro, regulamentar
É uma bobagem monumental essa história de cadastrar flanelinhas, como pretende a secretária de Ação Social do município, Sandra Franchini. Não produz absolutamente nada além da conta dos coletes que o tesouro arcará. É aquela história de fazer barulho para espantar formiga. Não espanta. Formiga não se mata no grito.
A secretaria que a sra. Franchini ocupa, simplesmente não sabe o que fazer com o problema que tem nas mãos. Mas não se pode lhe atribuir toda a culpa da inércia do poder público com a situação. Ela tem sua contribuição, sim, pelo olhar paternalista como entende a ação social. Mas suas responsabilidades param por aí.
(...) É uma questão de regulamentação do uso do solo, que é de responsabilidade do município. Assim como os fiscais municipais (pelo menos deveriam) impedem a comercialização dos ambulantes, também deve, o poder público, impedir a atuação dos flanelinhas.
Pela sociedade
Mas para isso, repetimos, é preciso que a Câmara Municipal regulamente a proibição imposta pela lei do então vereador Shinji Gohara, da qual já falamos aqui, e também a forma como essa vigilância se dará. Não é possível que entre 15 vereadores não exista pelo menos um com um mínimo de discernimento, para apresentar um projeto de lei consistente tratando do assunto. E depois que seus pares se recusem a atender os anseios da sociedade, para acabar com essa prática tão nociva e irritante. Ou será que todos ali estão intelectualmente nivelados ao senhor Zebrão?
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