Diálogo e entendimento já!
Nota oficial distribuída hoje pelo PT maringaense obre a greve dos servidores:
Maringá acompanha, preocupada, a greve que atinge, desde o dia 5 de junho último, os serviços públicos municipais. Greves na prefeitura municipal de Maringá não são novidades, mas nenhuma atingiu tamanha duração e tanta dramaticidade. Sobre esses acontecimentos, temos a declarar o que segue.
A greve é um direito dos servidores, conquistados na Constituição Federal e regulamentado pela legislação. Mesmo respeitando os limites da essencialidade que a Lei estabelece, a greve priva a população, principalmente a mais carente, dos serviços públicos. Por isso, uma vez instaurado o conflito, todos os esforços devem ser envidados, por ambas as partes, para que a normalidade seja restabelecida.
Com esse espírito, já na primeira semana da greve, a bancada parlamentar do PT, composta pelos vereadores Mário Verri e Humberto Henrique, procurou contribuir para aproximar as partes do conflito e construir um diálogo que pudesse superar, em bom termo, o impasse. Na seqüência, houve frustração de novas tentativas de mediação, realizadas pelo Ministério do Trabalho, por Vereadores de outras legendas, pelo Arcebispo Metropolitano e pelo Ministério Público.
Ao invés de soluções negociadas, houve acirramento dos ânimos. De um lado, foram adotados métodos mais contundentes de pressão; de outro, há um processo, comandado pela administração municipal, de criminalização do movimento sindical. Embora uma parte atribua à outra a responsabilidade pela manutenção do impasse, a sociedade não pode mais tolerar esta situação e não consegue entender o motivo de essa greve atingir tamanha duração.
A responsabilidade maior pela duração da greve, sem dúvida, é da administração municipal, que obteve mandato nas urnas para resolver problemas. Não é do sindicato, que representa apenas os servidores, que a população espera iniciativas para solucionar o conflito. Ela aguarda essa capacidade da administração municipal. O contraste entre a duração da greve atual e as anteriores, que terminaram com soluções negociadas, fala por si próprio. A segunda maior greve, ocorrida em 1990, durou 12 dias. A última greve, ocorrida em 2003, durou apenas 4 dias úteis. Por que administrações anteriores foram mais ágeis para contornar greves? O queesta faltando agora? Por que, em um mês de greve, praticamente só houve uma efetiva rodada de negociação? Por que a arbitragem da sociedade não tem sido aproveitada?
Por experiência administrativa, não desconhecemos os limites do orçamento público e da legislação fiscal. Entretanto, solucionar a greve não significa atender, integralmente, a pauta do movimento. Como ensina a própria história das relações entre o movimento sindical e a administração pública municipal de Maringá, significa construir alternativas que possam, sem cometer irresponsabilidade, compatibilizar os interesses. Para tanto, é preciso que haja vontade de negociar e a adoção de medidas eficientes para buscar esse objetivo.
Entendemos que a greve deve atuar em conformidade com a lei, mas somos francamente contrários à criminalização do movimento sindical.
Consideramos um abuso de poder o fato de a autoridade policial, em sintonia com a administração municipal, ter pedido a prisão temporária de pessoas com larga folha de serviços prestados ao município e tentar puni-las pela "formação de quadrilha". Impossível não constatar que essa lista foi composta com motivos políticos, dada à presença de pessoas que desempenharam papéis de grande responsabilidade durante a administração anterior e que, no curso do atual movimento, nada fizeram que pudesse desabonar sua conduta. Em boa hora, a autoridade judicial negou deferimento ao requerimento da autoridade policial.
A criminalização do movimento não é coerente com a atual ambientação institucional. Recentemente, aliás, a administração pública municipal de Maringá apoiou uma manifestação de produtores rurais, tema sem relação direta com sua atividade, paralisando, de cima para baixo, os serviços públicos. Se essa medida demonstrou grande sensibilidade de nossos administradores, ela, em si mesma, tinha uma legalidade questionável. Além de tudo, apoiava um movimento que tensionava os limites da lei, restringia o direito de ir e vir e provocava um impasse de grandes proporções econômicas para o país, na medida em que bloqueava estradas e o escoamento da produção. É essa mesma sensibilidade que se espera agora, para que sejam buscadas alternativas negociadas para por fim ao impasse.
Conflitos políticos exigem soluções políticas. Não será com um processo de "caças às bruxas" que o problema será solucionado. A greve pode ser encerrada sem que haja um entendimento, mas, se isso ocorrer, o maior prejuízo não será do sindicato. De um lado, prejudica-se a própria administração municipal, que precisa de servidores estimulados e valorizados para a realização do projeto para o qual foi eleita. De outro, perde, principalmente, a população. A harmonia nas relações entre servidores e administradores é fundamental para a qualidade dos serviços prestados.
É preciso, portanto, que haja desprendimento de espírito, que sejam entabuladas negociações e que se estabeleça um entendimento. Se a relação entre as partes está desgastada, é preciso que ambas aceitem a colaboração da sociedade, que não pode mais tolerar a privação dos serviços. O Partido dos Trabalhadores se coloca, mais uma vez, à disposição para a realização dessa arbitragem, em conjunto com as forças vivas de Maringá.
A greve é um direito dos servidores, conquistados na Constituição Federal e regulamentado pela legislação. Mesmo respeitando os limites da essencialidade que a Lei estabelece, a greve priva a população, principalmente a mais carente, dos serviços públicos. Por isso, uma vez instaurado o conflito, todos os esforços devem ser envidados, por ambas as partes, para que a normalidade seja restabelecida.
Com esse espírito, já na primeira semana da greve, a bancada parlamentar do PT, composta pelos vereadores Mário Verri e Humberto Henrique, procurou contribuir para aproximar as partes do conflito e construir um diálogo que pudesse superar, em bom termo, o impasse. Na seqüência, houve frustração de novas tentativas de mediação, realizadas pelo Ministério do Trabalho, por Vereadores de outras legendas, pelo Arcebispo Metropolitano e pelo Ministério Público.
Ao invés de soluções negociadas, houve acirramento dos ânimos. De um lado, foram adotados métodos mais contundentes de pressão; de outro, há um processo, comandado pela administração municipal, de criminalização do movimento sindical. Embora uma parte atribua à outra a responsabilidade pela manutenção do impasse, a sociedade não pode mais tolerar esta situação e não consegue entender o motivo de essa greve atingir tamanha duração.
A responsabilidade maior pela duração da greve, sem dúvida, é da administração municipal, que obteve mandato nas urnas para resolver problemas. Não é do sindicato, que representa apenas os servidores, que a população espera iniciativas para solucionar o conflito. Ela aguarda essa capacidade da administração municipal. O contraste entre a duração da greve atual e as anteriores, que terminaram com soluções negociadas, fala por si próprio. A segunda maior greve, ocorrida em 1990, durou 12 dias. A última greve, ocorrida em 2003, durou apenas 4 dias úteis. Por que administrações anteriores foram mais ágeis para contornar greves? O queesta faltando agora? Por que, em um mês de greve, praticamente só houve uma efetiva rodada de negociação? Por que a arbitragem da sociedade não tem sido aproveitada?
Por experiência administrativa, não desconhecemos os limites do orçamento público e da legislação fiscal. Entretanto, solucionar a greve não significa atender, integralmente, a pauta do movimento. Como ensina a própria história das relações entre o movimento sindical e a administração pública municipal de Maringá, significa construir alternativas que possam, sem cometer irresponsabilidade, compatibilizar os interesses. Para tanto, é preciso que haja vontade de negociar e a adoção de medidas eficientes para buscar esse objetivo.
Entendemos que a greve deve atuar em conformidade com a lei, mas somos francamente contrários à criminalização do movimento sindical.
Consideramos um abuso de poder o fato de a autoridade policial, em sintonia com a administração municipal, ter pedido a prisão temporária de pessoas com larga folha de serviços prestados ao município e tentar puni-las pela "formação de quadrilha". Impossível não constatar que essa lista foi composta com motivos políticos, dada à presença de pessoas que desempenharam papéis de grande responsabilidade durante a administração anterior e que, no curso do atual movimento, nada fizeram que pudesse desabonar sua conduta. Em boa hora, a autoridade judicial negou deferimento ao requerimento da autoridade policial.
A criminalização do movimento não é coerente com a atual ambientação institucional. Recentemente, aliás, a administração pública municipal de Maringá apoiou uma manifestação de produtores rurais, tema sem relação direta com sua atividade, paralisando, de cima para baixo, os serviços públicos. Se essa medida demonstrou grande sensibilidade de nossos administradores, ela, em si mesma, tinha uma legalidade questionável. Além de tudo, apoiava um movimento que tensionava os limites da lei, restringia o direito de ir e vir e provocava um impasse de grandes proporções econômicas para o país, na medida em que bloqueava estradas e o escoamento da produção. É essa mesma sensibilidade que se espera agora, para que sejam buscadas alternativas negociadas para por fim ao impasse.
Conflitos políticos exigem soluções políticas. Não será com um processo de "caças às bruxas" que o problema será solucionado. A greve pode ser encerrada sem que haja um entendimento, mas, se isso ocorrer, o maior prejuízo não será do sindicato. De um lado, prejudica-se a própria administração municipal, que precisa de servidores estimulados e valorizados para a realização do projeto para o qual foi eleita. De outro, perde, principalmente, a população. A harmonia nas relações entre servidores e administradores é fundamental para a qualidade dos serviços prestados.
É preciso, portanto, que haja desprendimento de espírito, que sejam entabuladas negociações e que se estabeleça um entendimento. Se a relação entre as partes está desgastada, é preciso que ambas aceitem a colaboração da sociedade, que não pode mais tolerar a privação dos serviços. O Partido dos Trabalhadores se coloca, mais uma vez, à disposição para a realização dessa arbitragem, em conjunto com as forças vivas de Maringá.
Rubem Almeida Mariano
Presidente do PT Maringá
8 pitacos:
SOBRE FOME E PUBLICIDADE
Por favor,
Ministério Público,
investiguem com urgência essa questão. Vejam quanto vai para o Pinga Fogo, para o Airton Costa, para o Maringá Urgente, para o Fabretti, para o Diário, para o Jornal do Povo, além dos empresários de out-doors.
Vejam o caso do último out-door do Imperador de Barro II:
Cita que seu (des)governo deu em um ano 6,5%, enquanto o Lula, em quatro anos [sic] deu 0,1% e o Requião, 0,0% em quatro anos. Estranho por duas coisas:
i) Lula e Requião não fizeram quatro anos de governo!
ii) Lula está dando um reajuste que vai de 16 a 190%, enquanto Requião deu reajuste (pouco) para os docentes e reestruturou as carreiras de técnicos nas Universidades!
Srs. Procuradores, juízes ou alguma lei que ainda tenha restado nessa cidade ou Estado: é permitido usar verba pública dessa forma e mentir deslavadamente?!?
Sábias palavras do senhor Rubem...
Mas é sabido que a Administração Municipal, na pessoa do senhor PERFEITO Silvio Magalhães Barros II não quer negociar. Aliás, está apenas atrás de interesses PESSOAIS e PARTIDÁRIOS, sucumbido a população ao descaso causado por sua administração. Voltemos no tempo, exatamente ao início de sua gestão. Ele JUROU na campanha que não aumentaria a tarifa do transporte urbano (adotando a campanha do Edmar Arruda). Hoje, vários cobradores, chefes de família, estão tendo que vender passes no terminal pra garantir o sustento de sua casa, porque ELE resolveu "automatizar" o serviço de transporte coletivo na cidade, além de praticamente "OBRIGAR" a população a fazer o tal cartão, para pagar mais barato.
Ora, se ele, que se dizia "O ÚNICO PREPARADO PARA ADMINISTRAR MARINGÁ" anda fazendo dessas, alguém acha que ele vai querer negociar com uma categoria que ele já tachou de "DESORDEIRA"? Categoria essa que ele foi pedir apoio no segundo turno e que praticamente decretou sua vitória.
Continuemos com os fatos... Nos primeiros dias de sua gestão, ele reuniu os servidores, de acordo com as secretarias nas quais estavam lotados, para falar sobre como seria a sua gestão. No papel, era maravilhoso, pois a cidade seria administrada por ele, mas zelada e cuidada pelos servidores, que estariam trabalhando SATISFEITOS com sua administração, que seria voltada à valorização de nós, servidores. IMEDIATAMENTE após a sua posse, necessitei de empréstimo em um banco com desconto em folha. Estava BLOQUEADO pela Prefeitura, que teria que analisar se REALMENTE eu teria necessidade daquele dinheiro. Ora, quem é que manda em minha vida? Quem é que gasta o que ganha como quer? Quem é que tem as necessidades? ELE ou eu??? Pois bem, pouco mais de um ano depois disso o que vemos é o despreparo e o destempero desse PERFEITO no trato com o servidor. Se éramos só pouco mais de 1.700 em greve, é porque ele deu um "CALA A BOCA" naqueles que gostariam de estar conosco, ameaçando de tirar o cargo, transferir, acabar com projetos vinculados e uma série de outras atrocidades morais que envergonham a classe dos servidores. Afinal, colocar CC's é mais fácil, porque eles estão ali EXATAMENTE pra fazer o que ele manda e do jeito que ele quer.
Vamos mais além... Onde está a promessa de criação de novos postos de trabalho na cidade? Onde estão as moradias que a Prefeitura iria fazer? Onde está a malha asfáltica recuperada? Onde estão as melhorias na saúde, como a ampliação do HM?
Será que estão na privatização do mesmo? Ou nos gastos absurdos com propaganda? Ou na contratação ilícita de empresas para coletar o lixo, que é trabalho de servidores municipais? Ou na compra da imprensa local para divulgar SOMENTE aquilo e da forma que é de interesse do Poder Municipal?
Cabe a nós, cidadãos, verificar a gravidade e a veracidade dos fatos antes de julgar. Ponderar se quem luta por justiça e melhores condições de trabalho é quem está FERINDO a lei, como SB II afirma insistentemente. Cabe SIM à sociedade dar um BASTA na greve, mas não com o apoio ao uso da força. Cabe a nós, enfim, auxiliar no fim desta cena que merece um final feliz para a população desta cidade.
Cena vista hoje no banco do Pa�o Municipal:
dois servidores em greve conversavam sobre que a situa��o estava feia com esse sal�rio de fome e tinha piorado com o corte autorit�rio do sal�rio pela nossa Majestade, Silvio B II.
Nesse momento, intrometendo-se na conversa, a sra. Flor Duarte, Secret�ria de (des)Cultura, diz que o prefeito est� certo, que o prefeito � o Bom, que o Prefeito � o Senhor (am�m).
Uma das servidoras ent�o retruca: deve ser bom mesmo para a categoria do seu marido (m�dicos), pois receberam 25% de reajuste, feito � parte da patul�ia esfomeada.
A secret�ria, do alto de seus saltos Luis XV, quis ainda atirar alguns brioches ao populacho, e saiu sem admoestar mais ningu�m.
Fora Maria Antonietta!
Provavelmente o desabafo do anônimo anterior é real e imediato, mas, somente lembrando aos nobres amigos funcionários da administração que agora sofrem que tudo isso tem causa e efeito. A causa aconteceu a partir de que vários amigos que trabalham na prefeitura, quando ficaram sabendo que iria votar em João Ivo e vieram fazer fila para que eu mudasse meu voto, fazendo campanha descarada por esse que aí está e com o Slogan "PT nunca mais". Eu votei no João Ivo, mas, fui voto vencido. Agora os mesmos e toda a sociedade sofrem do efeito devastador que alteram ou determinam as nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas. Portanto, agora aguentem firme......
j.Santos vc disse tudo ...parabéns ...ai que saudades do PT...espero que a população escolham muito bem quem será o futuro prefeito.....
Parabéns Rubem Mariano o texto expressa o que realmente está acontecendo em Maringá. Jamais esqueceremos o excelente trabalho que o PT realizou pela Cidade Canção que hoje vive uma decepção.
Só completando o que o J. SANTOS disse: elle criou um "cursinho" que escancarou quem tinha empréstimo (coisa que muitas pessoas escondem até do melhor amigo). Às pessoas que tinham empréstimo elles nesse "curso" mais ou menos isto: se o seu $$$$ dá prá comer ovo, você não pode comer bife, etc, etc, etc....
Olha,
acredito ainda que Maringá terá jornalismo com JOTA maiúsculo e aposto nessa renovação via blog.
Vou dar uma dica de jornalismo investigativo:
Por favor, investiguem esse fato:
Sou professora de Escola Municipal e o fato novo é que deixou de ter carne na merenda escolar. O prefeito chegou a alegar a alguém próximo que conheço que como Adventista as crianças não devem comer carne. Achei estranho, mas disseram-me também que pode ser mais uma das esquisitices da mãe dele, Dona Bárbara.
Essa, por sinal, não se cansa de vender seus produtos Dolomita nas escolas, o que eu acho tratar-se de uma ingerência indevida e necessária à investigação do Ministério Público.
O Sílvio tirar a carne das criancinhas é a maldade que faltava!
Investiguem, por favor.
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Vê lá o que vai escrever! Evite agressão e preconceito. Eu não vou mais colocar xizinho; na dúvida, não libero o comentário.