"Inexperiente e intransigente"
De Rudá Ricci, respondendo comentário em post abaixo:
Dona Clara,
Pelo que sei, alguns promotores estavam presentes durante o ato do sindicato. Na administração de Erundina, na qual Paulo Freire era secretário de educação, aconteceu algo parecido. Mais interessante, ainda: um cargo de confiança chegou a subir no caminhão de som do sindicato para apoiar a greve. Quando desceu do caminhão, recebeu a demissão assinada, no ato, pela própria prefeita.
Prezada senhora, não é porque uma pessoa ou governo é de esquerda que se torna conivente com baderna, ocupações de órgãos públicos e agressões. Os grevistas sabiam dos riscos que estavam assumindo.
Vou ser o mais sincero possível: a direção do sindicato está radicalizando em função da folha de pagamento. Sabe que a greve ficará restrita aos diretores do sindicato no momento em que ocorrerem os cortes salariais. Sabiam disto há dias. A radicalização objetiva salvar os dedos, já que os anéis já se foram. Faltou razão e habilidade política.
Eu já havia indicado o que pensava desta direção sindical: inexperiente e intrasigente.
Em poucas horas será divulgada pesquisa em que revelará de que lado a população de Maringá está. Espero que aqueles que possuem vocação democrática procurem respirar fundo e entender porque a maioria não está do lado do sindicato, que se isolou politicamente com uma velocidade incrível. Foi uma pena.
Nunca havia presenciado uma condução de greve tão desastrosa. Mas nada como a experiência para rever conceitos abstratos como o de correlação de forças e condições objetivos e subjetivas para o processo revolucionário. Conceitos que reduzem a análise dos cenários políticos, mas que alimentam da esperança livresca de mudanças lideradas por uma micro vanguarda política.
Como já disse, a democracia tem regras.
O anarco sindicalista Mussolini já havia conduzido lutas parecidas na década de 30 na Itália.
Rudá Ricci
Pelo que sei, alguns promotores estavam presentes durante o ato do sindicato. Na administração de Erundina, na qual Paulo Freire era secretário de educação, aconteceu algo parecido. Mais interessante, ainda: um cargo de confiança chegou a subir no caminhão de som do sindicato para apoiar a greve. Quando desceu do caminhão, recebeu a demissão assinada, no ato, pela própria prefeita.
Prezada senhora, não é porque uma pessoa ou governo é de esquerda que se torna conivente com baderna, ocupações de órgãos públicos e agressões. Os grevistas sabiam dos riscos que estavam assumindo.
Vou ser o mais sincero possível: a direção do sindicato está radicalizando em função da folha de pagamento. Sabe que a greve ficará restrita aos diretores do sindicato no momento em que ocorrerem os cortes salariais. Sabiam disto há dias. A radicalização objetiva salvar os dedos, já que os anéis já se foram. Faltou razão e habilidade política.
Eu já havia indicado o que pensava desta direção sindical: inexperiente e intrasigente.
Em poucas horas será divulgada pesquisa em que revelará de que lado a população de Maringá está. Espero que aqueles que possuem vocação democrática procurem respirar fundo e entender porque a maioria não está do lado do sindicato, que se isolou politicamente com uma velocidade incrível. Foi uma pena.
Nunca havia presenciado uma condução de greve tão desastrosa. Mas nada como a experiência para rever conceitos abstratos como o de correlação de forças e condições objetivos e subjetivas para o processo revolucionário. Conceitos que reduzem a análise dos cenários políticos, mas que alimentam da esperança livresca de mudanças lideradas por uma micro vanguarda política.
Como já disse, a democracia tem regras.
O anarco sindicalista Mussolini já havia conduzido lutas parecidas na década de 30 na Itália.
Rudá Ricci
8 pitacos:
Esse Rudá
era empregado do Silvio em Manaus?!?
Tá cumprindo bem o papel de lambe-botas: continue assim!
Quem será que divulgará a pesquisa que o Ru ... Dá ... aos Ricos (ou rici em italiano):
o DataSilvio?
o DataCida?
o Data Ricardo?
o DataDiário?
o DataJornaldoPovoDelles?
o Data PingaFogo?
o DataFabretti?
o DataCosta?
Todos com a credibilidade de uma casa de tolerância?
Tenho inveja do que o Rudá ganha do nosso rei... Ah! Se eu ganhasse só um terço desse dinheiro... viveria tranquilo.
Luizinho,
Creio que nem por muito dinheiro, você conseguiria ser tão puxa-sacos e cara de Pau...Chega a dar nojo, o grau de puxa-saquismo desse sujeito.
Luizinho continue assim, pois eu ainda acredito nas pessoas que não se vendem desse jeito...Eu não o conheço, mas por favor não baixe seu nível ao desse Ilustre Desconhecido, o que admitamos é meio difícil, chegar a tanto...
Êta dificuldade para debater!
Mas, vamos lá. Nunca fui empregado de nenhum Sílvio e lamento nunca ter trabalhado em Manaus.
Sou o inverso de lambe-botas: nao consigo me curvar aos arroubos de poder ou bravatas. Lutei contra a ditadura militar (ao lado de meu avô e meu pai) desde os 15 anos de idade, algo que, imagino, náo deve ter ocorrido com alguns que me atacam sem respeito algum.
A pesquisa náo foi encomendada por mim, embora eu tenha sido coordenador de centros de pesquisa (como o Instituto Lúmen, da PUC-MG), por muito tempo.
E, ao Luizinho: vivendo numa cidade como Maringá, como você pode ter inveja de mim? Acho que você deveria visitar um acampamento rural ou ajudar a populaçao que reside em ruas (como eu sempre fiz em minha vida) para saber o que é dificuldade social. Nao seja arrogante e debata com seriedade aquilo que merece ser tratado com seriedade. É verdade que o Brasil é o país do Carnaval, mas fora fevereiro, os brasileiros sao sérios. Tenha um mínimo de respeito para com quem lê este blog.
Rudá Ricci
Esta foi excelente. Como um anônimo pode falar que sou ilustre desconhecido?? Desconhecido é você, caríssimo. Chega a ser surpreendente o nível de contradição. Vou ajudá-lo a me conhecer: coloque meu nome (Rudá Ricci) em www.google.com.br . Aparecerão alguns sites que me conhecem. Aí, em seguida, seguindo minhas instruções, apareça e não se faça de anônimo. É feio se esconder no anonimato quando ataca outra pessoa neste nível excelente de argumentação. Vamos, lá, tenha coragem!
Rudá
Vou encerrar minha participação neste blog procurando apresentar uma análise sobre o conflito entre sindicato e Prefeitura de Maringá.
1) o conflito faz parte da democracia e a greve é um direito sagrado do trabalhador;
2) assim, conflitos não são situações limite em democracias consolidadas, mas rotinas;
3) este blog me pareceu desconhecer esta realidade e tentou criar um clima de excepcionalidade quando, em tese, ocorria um fato político corriqueiro;
4) ao me citar, sem me consultar, o jornalista responsável pelo blog errou. Não custava me consultar para saber se a informação era correta. Este é o be-a-bá do jornalismo;
5) minha equipe técnica consulta semanalmente a internet para saber como nossa entidade e nosso pessoal é citado e descobriram este blog, que noticiava que minhas propostas não haviam sido sequer apresentadas ao sindicato;
6) minha conclusão foi má fé de quem socializou (ao jornalista) esta notícia. Não desejava me expor, porque fui coadjuvante em todo processo, mas também não sou ingênuo;
7) todo processo de negociação ocorre a partir de regras claras. Uma delas é a apresentação de pautas que se encontram numa área de negociação. A outra, é o interesse de negociar entre as partes. O sindicato apresentou uma pauta muito sintética, de difícil negociação. O normal, para quem quer negociar, é apresentar uma pauta relativamente extensa, sabendo que alguns pontos serão descartados, porque negociar é transigir;
8) a pauta apresentada pelo sindicato foi um obstáculo real à negociação inicial. Vou dar um exemplo concreto: nos 4 itens, o último dizia respeito à solicitação de não perseguição por parte do Prefeito. Esta é uma proposta inviável, em todos aspectos. Digamos que o prefeito aceite o ponto. Além de incorrer num erro jurídico, o sindicato não teria nenhum mecanismo de controle sobre a palavra dada. Enfim, parecia pauta de luta abstrata, mas não de negociação;
9) o impasse que a Lei de Responsabilidade Fiscal impõe e real. Eu fui relator nacional da lei de responsabilidade social apresentado pelo Fórum Brasil do Orçamento (www.forumfbo.org.br ) ao Congresso Nacional (neste ano) e estamos propondo alterações na LRF justamente por este motivo. Os líderes grevistas parecem desconsiderar este problema que é nacional. A solução seria transformar o reajuste em pauta social, o que ocorre em qualquer greve no Brasil;
10) o prefeito apresentou apenas uma condição para negociar a pauta: a liberação dos caminhões de lixo. O sindicato fraquejou a partir daí. Aceitou, mas não de todo e jogou com este ponto como ameaça. Não é correto agir desta maneira quando se está numa mesa de negociação. As partes precisam ganhar a confiança entre si ou nada avança. Foi o que ocorreu. A partir daí, cada parte queria uma prova sobre a palavra empenhada. Criou-se um círculo vicioso;
11) há inúmeros estudos recentes sobre o sindicalismo brasileiro que demonstram que há um comportamento distinto entre o sindicalismo de funcionalismo público e o privado. No privado, há um nítido pragmatismo por parte dos líderes dos trabalhadores. Acompanhei muitas vezes as negociações dos metalúrgicos do ABC e as partes são, inclusive, extremamente hábeis e educadas na negociação. Greve é apenas pressão, mas não chantagem. Já o sindicalismo de funcionários públicos é mais ideologizado e está radicalizando em todo o país. O sindicato de funcionários públicos municipais de Maringá adota nitidamente esta vertente ideológica e não apresentou claramente o desejo de negociar. Foram abstratos na conduta e nas propostas e quem participou diretamente das negociações percebeu o movimento errático de sempre apresentar um ponto a mais,não apresentado na rodada anterior;
12) é muito difícil negociar com uma direção inexperiente e instável. É como enfrentar um time que não sabe jogar bola: parece não haver regra básica e tudo é possível. O risco é imenso e a instabilidade do jogo é muito grande;
13) sei que no calor da hora, quem possui mais poder aparece para quem tem menos poder como intransigente ou autoritário. Mas não foi, realmente, o que ocorreu. Colocar lenha na fogueira, divulgando notícias que fomentam a ira entre as partes, não me parece uma tentativa de solucionar um impasse que afeta a vida da cidade;
14) ao contrário do jornalista Ângelo Rigon, não tenho uma análise tão cabal a respeito do futuro. Greves são mais que normais e o conflito foi para o tudo ou nada, por falta de experiência da direção do sindicato. Os últimos dias devem ter sido muito difíceis para a diretoria do sindicato. Já dirigi uma greve estadual do funcionalismo público paulista (quando trabalhava na Fundação SEADE) e sei o quanto é tenso o processo final de negociação. Contudo, o sindicato tinha que ceder em algo, mas a pauta inicial criou uma armadilha para a diretoria. Ceder, no caso, poderia cheirar à sua base em greve como fraqueza ou recuo excessivo. O problema, então, estava na pauta inicial e na juventude política da atual direção sindical.
15) não vejo como um conflito definitivo. Acredito que as duas partes amadureceram. Mas é fundamental que os moradores mais equilibrados de Maringá criem condições, desde já, para que o canal de negociação seja construído. Não existe trabalhador sem empregador, ou funcionário público sem governo (ao menos no modelo vigente de sociedade em que estamos inseridos). As condições dadas exigem bom senso e tranquilidade. As duas partes se encontrarão muitas outras vezes, no trabalho ou em outras negociações. Maringá não merece viver em tensão permanente, afetando as vidas de quem não ganha absolutamente nada com este conflito. É preciso criar condições concretas de negociação. E só se negocia com quem não pensa da mesma forma. Daí o erro de se partidarizar a greve de funcionários. Não se trabalha pela cidade, mas pelo partido, pelo conflito puro e sem causa imediata.
16) desejo, realmente, que a segunda-feira seja um dia de bom senso. Esta greve vive seu estertor, mas não percebo nenhum vencedor. Acredito que um novo turno, mais adiante, poderá recriar as bases maduras de negociação entre as partes. Mas as Cassandras precisarão se aposentar porque democracia exige crença.
17) finalmente, no que me cabe, apenas debati neste blog porque me pareceu, em determinado momento, que existia um discurso único, em gestação, neste espaço. Nunca tive medo de debate. Acredito que a polêmica é um ato de respeito ao outro. O silêncio é prepotente e início do fascismo, como dizia Hannah Arendt. Desde minha última passagem por Maringá, nunca mais me envolvi diretamente na greve. Eu apenas tentei iniciar o processo de negociação que relatei em detalhes ao jornalista Ângelo Rigon, que trouxe meu nome em sua coluna, sem que eu pedisse. O grau de tensão das duas partes, naquele momento, era enorme e a desconfiança era mútua. Era necessário criar um campo de negociação. A assinatura de um protocolo básico para início das negociações foi o estratagema que criamos para que as duas partes conseguissem iniciar as negociações. Por inexperiência, a primeira rodada de negociação durou mais de cinco horas, esgotando as duas partes. Por volta das 23 horas, decidiu-se retomar as negociações no dia seguinte, um sábado, às 10 horas da manhã (mesmo sabendo dos limites impostos pela crença do Prefeito). A presidente do sindicato, intempestivamente, rompeu com o acordo básico, assinado naquela tarde, e disse que barraria novamente a coleta de lixo. Enfim, desmontou todo esforço de criação de um ambiente de cofiança básica para negociação. Por telefone, o vereador Humberto, o advogado Avanilson, a Secretária Sandra (SASC) tentaram recompor a pauta. Ana impunha que se apresentasse uma definição da prefeitura, em meio a um processo de negociação que apenas iniciava!! Não vou ser cabal e afirmar que era má fé, mas posso afirmar que foi uma atitude absolutamente inexperiente e provocativa. Mais uma vez, a prefeitura recuou e tentou apresentar ao menos 4 pontos básicos e esta decisão foi apresentada ao Dr. Avanilson. Mas a presidente já escalava suas emoções fortes e não recuou mais.
18) não entendo como um jornalismo investigativo não conseguiu expor esses fatos com clareza à população se eu mesmo os apresentei ao jornalista. Bastava checar. Poderia contribuir para restabelecer a razão na negociação. Lamento.
No mais, tive que ser irônico com quem é grosseiro e não sabe respeitar opiniões distintas. Quando convidei o vereador petista para um debate pública procurava, apenas, revelar o quanto estava falando a verdade e o quanto tinha convicção que a prefeitura não havia sido intransigente. Não ganhei absolutamente nada fazendo isto. Nossa equipe sempre agiu assim, há mais de dez anos agimos assim. Diz respeito à honestidade profissional. E, reafirmo, não teria entrado nesta discussão se não tivesse sido citado erroneamente. Alguém tentou me usar politicamente. Espero que tenha aprendido que profissionais sérios não são ingênuos e não se deixam envolver em intrigas. Além de não ter medo de debate público.
Que Maringá tenha mais sorte daqui por diante.
Rudá Ricci
Já encerra tarde sua participação no Blog.
PODE TER CERTEZA DE QUE NÃO FARÁ FALTA ALGUMA.
Já temos pessoas demais defendendo este prefeito autoritário e anti-democrático!!!
Precisamos de análises claras e isentas que possibilitem-nos entender o que aconteceu até agora e como a situação poderá se resolver da melhor forma possível!!!
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Vê lá o que vai escrever! Evite agressão e preconceito. Eu não vou mais colocar xizinho; na dúvida, não libero o comentário.